Além da exposição A Magia de Miró, a Caixa Cultural realiza neste sábado, 22, as aberturas das mostras Street Art – Um Panorama Urbano, Gustavo Acosta: Espaço do Silêncio, primeira individual do artista cubano; e Werner Haberkorn e a Fotolabor, com fotografias, cartões e vídeos realizados na empresa fotográfica que funcionou em São Paulo entre as décadas de 1940 e 90.

“Acho que a arte urbana vai marcar a geração de artistas de 1990 para frente”, diz a portuguesa Leonor Viegas, curadora da mostra Street Art – Um Panorama Urbano, que tem como atrativo a presença de duas obras do grafiteiro e artista inglês Banksy, um dos mais celebrados da atualidade. A exposição, ela afirma, traz “da rua para a parede, ou da galeria da rua para a galeria do museu”, 16 trabalhos criados por Banksy (emprestados de um colecionador do Brasil), pelos portugueses Vhils e MaisMenos, pelos franceses Jef Aerosol (um dos mais veteranos) e Rero, pelo brasileiro Nunca, e pela dupla italiana StenLex. Mais ainda, a mostra apresenta vídeos de intervenções urbanas dos participantes.

Segundo Leonor, a Street Art – ou arte de rua – ainda é marginalizada no circuito artístico. A exposição, que também vai itinerar no Rio e Brasília (e, em cada local, será expandida com mais obras e artistas), tem como desafio apresentar maneiras como os artistas selecionados “adaptam seus trabalhos para mostrarem nos museus”. O português Vhils (Miguel Januário) é um dos mais representados na mostra, exibindo seis obras, que tratam do Brasil. Uma delas, por exemplo, é uma bola de futebol fincada com uma faca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.