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 Os atores desfilam 60 figurinos diferentes.

A nova montagem do consagrado musical Camila Baker – A saga continua, de Emilio Boechat, será apresentada em Curitiba neste final de semana, no Guairinha. No palco, sob direção de Fernando Guerreiro, os atores Daniel Boaventura, Danton Mello, Leonardo Brício, Marcos Mion e Otavio Muller. Eles se revezam em mais de 30 papéis e desfilam 60 figurinos, assinados pelo também cenógrafo do espetáculo, Marcos Lima. Nas sessões de sábado e domingo, a produção do espetáculo promove uma ação beneficente. Quem comprar o ingresso e levar um quilo de alimento vai pagar meia entrada.

A história de Camila Baker é contada a partir de flashback, relembrando trechos de sua vida e de seus grandes espetáculos: uma opereta, uma tragédia grega, uma peça de protesto, uma peça de vanguarda e um espetáculo infantil.

Montada pela primeira vez em 1990, Camila Baker logo se tornou um espetáculo cult do circuito alternativo de teatro, em São Paulo. Nove anos depois, a peça foi remontada com produção de Sandro Chaim e direção de Fernando Guerreiro, que levaram o espetáculo para o circuito comercial. Agora, em 2005, seis anos depois, a mesma dupla (produtor e diretor) dá nova vida à Camila Baker. O diretor afirma que o público encontrará poucas semelhanças com a montagem anterior. Segundo Guerreiro, a produção está mais caprichada e, além do cenário e figurinos, o elenco também é novo. O texto, que já havia sido modificado para a montagem de 1999, foi quase que inteiramente reescrito pelo autor, Emilio Boechat, estimulado por idéias do diretor e do próprio elenco. Sobre as alterações, Boechat explica: ?Durante as leituras, percebi que a trama poderia ser mais bem desenvolvida, para equilibrar os papéis para cinco protagonistas. As idéias e sugestões do elenco e do diretor provocaram um processo que levou a mudanças em quase todas as cenas?. Boechat completa ainda dizendo que ?a trama ficou mais rica e mais bem amarrada?. O diretor Fernando Guerreiro comenta também que o espetáculo é uma grande homenagem bem-humorada ao teatro. ?Brincamos com todos os gêneros teatrais e com aquilo que de pior foi feito. É uma autocrítica, um deboche de nós mesmos que fazemos teatro?. E completa: ?A trama é levada a sério, mas tudo é absolutamente risível; um humor crítico e corrosivo?.

Serviço:
Teatro Guairinha
Rua XV de Novembro – Centro
Sexta e sábado: às 21h30
Domingo: às 19h
Ingresso: R$60,00