Os anos 80 foram especialmente dos mais prolíficos para a indústria cinematográfica. Foram centenas de produções que, com o passar dos anos, ganharam uma aura “cult”. De forma mais específica, vamos pegar o ano de 1984. Diversos clássicos que assistíamos quando éramos crianças (pelo menos para quem nasceu neste período, do qual faço parte) datam deste ano, sejam eles de gêneros como terror, ação, aventura, comédia, drama, entre outros.

Como, por exemplo, não se lembrar com um sorriso no rosto de filmes como Os Caça-Fantasmas? Ou como não sentir medo de Freddy Krueger, no filme A Hora do Pesadelo? Como forma de homenagear estas obras, que completam 30 anos, resolvemos falar um pouco sobre estes trabalhos. Claro, a lista de filmes é longa, portanto separamos apenas alguns títulos.

Vamos começar pelos supracitados. Os Caça-Fantasmas foi um sucesso estrondoso na época, com efeitos convincentes, boa história e um elenco excepcional, com nomes como Bill Murray (Peter), Dan Akroyd (Raymond), Harold Harris (Egon), que faleceu recentemente, entre outros grandes nomes. O ótimo êxito do longa-metragem rendeu uma continuação em 1989, série animada, álbum de figurinhas e uma infinidade de bugigangas. Há alguns anos, ventila-se um terceiro filme. Mas o futuro é incerto, uma vez que Murray não está muito animado em participar e Harris faleceu.

Uma das séries que mais rendeu filmes para o cinema iniciou a saga em 1984. A Hora do Pesadelo foi a responsável por fazer com que muita criança que se atrevia a assistir ao filme dormisse por um bom tempo com a luz do quarto acesa. Com suas garras afiadas, o psicopata, que atacava durante os sonhos, obteve seis sequências, mais um filme em que contracena com outra figura que fez sucesso, o assassino Jason Voorhees, em Freddy vs Jason e um remake em 2010, que não deu muito certo. Devido ao senso de humor um tanto quanto doentio de Freddy, o longa acabou sendo um dos responsáveis em popularizar o “terrir”, que mistura terror com comédia.

Reprodução
Loucademia de Polícia garante boas risadas até hoje.

O gênero de drama também foi muito bem representado neste ano. Além de Amadeus, filme que mostra a história (ok, o longa não é um retrato fiel, mas tudo bem) de um dos maiores gênios da música, Wolfgang Amadeus Mozart, tivemos o empolgante Karatê Kid. Muito antes da palavra bullying virar lugar-comum, o personagem Daniel Larusso (Ralph Macchio) sofria com valentões no colégio. Com a ajuda do carismático senhor Kesuke Miyagi (Pat Morita), que o ensina Caratê (meio óbvio, não?), o rapaz consegue superar as adversidades. Certamente foi um filme que ajudou a popularizar a arte marcial, afinal de contas, quem nunca encheu a paciência dos pais para praticar a arte e tentar dar o “chute da águia” nos outros? Karatê Kid ganhou outras duas sequências com Ralph Macchio, outra com Hilary Swank e um remake recente com Jaden Smith (o eterno “filho de Will Smith”) e Jackie Chan. Embora utilize o nome, a arte marcial apresentada aqui foi o Kung Fu.

Não poderiam ficar de fora desta lista outros dois nomes que fizeram sucesso nos cinemas. Primeiro foi o Exterminador do Futuro, com o brucutu Arnold Schwarzenegger, que também emplacou outro sucesso neste ano, com Conan – O Destruidor. No papel do vilão cibernético T-800, o longa foi um marco para os filmes de ação e de ficção científica. A franquia rendeu ainda mais três filmes (apenas Exterminador do Futuro: Salvação, não tem a participação do ator de origem austríaca). Um novo filme, batizado temporariamente de Exterminador do Futuro: Gênesis, está para ser filmado, trazendo novamente Schwarzenegger no papel do ciborgue. O segundo foi com Indiana Jones e o Templo da Perdição. Vindo do sucesso Os Caçadores da, Arca Perdida, o filme trouxe novamente Harrison Ford no papel do arqueólogo Indiana Jones. Embora a série não tenha surgido em 1984, O Templo da Perdição serviu para que o público se interessasse pelo personagem. Tanto que em 1989 veio o terceiro filme e, em 2008, o quarto.

Como foi dito anteriormente, a lista de filmes é enorme. Houve outros trabalhos memoráveis, como Um Tira da Pesada; Loucademia de Polícia; Gremlins; Footloose; A História sem Fim; A Vingança dos Nerds; Paris, Texas; Era Uma Vez na América; Gatinhas & Gatões; A Colheita Maldita; entre tantos outros. A ideia é apenas mostrar que esses trabalhos, que nos marcaram na infância, já se tornaram balzaquianos, sem que isso tirasse o seu brilho. Que nem a gente!