Sete prisioneiros capturados durante o regime de Joseph Stálin escapam de um Gulag soviético em 1940. O que parece ser um final feliz é apenas o início da narrativa de “Caminho Para a Liberdade” pois para estarem livres de fato, esses ex-prisioneiros terão de enfrentar uma caminhada por um local inóspito e implacável.

Dirigido pelo australiano Peter Weir – que fez também “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989) e “Show de Truman” (1998) e foi indicado ao Oscar seis vezes -, o filme é construído por atuações precisas. A história, baseada em fatos reais, mostra a coragem e o companheirismo desses homens, que foram obrigados a superar nevascas, falta de água e de mantimentos para garantir a sobrevivência.

Um dos destaques do longa-metragem é a atuação do irlandês Colin Farrell, que interpreta Valka. Depois de muitos títulos de ação no currículo, em que fez personagens durões – “S.W.A.T.”, de 2003, e “Miami Vice”, de 2006 são alguns dos exemplos -, dessa vez o ator surpreende com sua veia cômica. A dureza do filme, ilustrada pela neve monocromática que não dá trégua, é cortada pelas tiradas de Valka que, apesar de estar numa situação-limite, não perde o bom humor. Mesmo o personagem Mr. Smith – líder do bando muito bem construído pelo ator norte-americano Ed Harris – tem o brilho ofuscado perto da interpretação de Colin Farrell.

Outra atuação marcante é a da atriz norte-americana Saoirse Ronan que, com apenas 17 anos, já foi indicada ao Oscar de atriz coadjuvante por seu trabalho em “Desejo e Reparação”. Em “Caminho Para a Liberdade”, ela faz Irena, uma moça que encontra o grupo de homens e passa a fugir com eles da perseguição soviética. Apesar de não equiparar-se a trabalhos anteriores de Weir, “Caminho Pela Liberdade” é um longa honesto. E rende bons momentos à frente da telona. As informações são do Jornal da Tarde.