A Fundação Cultural de Curitiba, em parceria com a classe teatral, promove em março o Circuito de Teatro – Curitiba 320 Anos, um presente para a cidade no mês do seu aniversário. A programação inclui lançamentos de livros, leitura dramática e 10 espetáculos com entrada gratuita.
 
Dez espetáculos teatrais, para crianças e adultos, com temporada em diversos espaços culturais, compõem o circuito. Já no próximo final de semana, duas peças estarão em cartaz: “A Queda”, texto dramático baseado no livro do escritor Albert Camus, sobre a trajetória pessoal de um advogado bem sucedido, e “Eu caso, tu casas, eles se separam”, comédia que traz situações cômicas sobre a relação homem e mulher, com cenas que retratam com humor e inteligência a vida de casado.

De acordo com o coordenador de Teatro da Fundação Cultural de Curitiba, Clóvis Severo, os artistas aderiram à proposta e, com isso, dão oportunidade à população de conhecer a produção curitibana e apreciar gratuitamente peças de teatro de qualidade. O circuito inclui também o lançamento de duas importantes obras para a classe artística paranaense: o Anuário do Teatro Curitibano 2008, 2009, 2010 e 2011 – Versão Digital e Dramaturgias Curitibanas 2011/2012.

No dia do aniversário, 29 de março, a Fundação Cultural de Curitiba disponibilizará em sua página na internet quatro edições dos Anuários de Teatro, inclusive o de 2011, que é inédito. Toda a coleção, a partir do primeiro anuário (de 2001), ganhará versão digital.

A publicação no site será feita em etapas, de forma que até o final deste ano todos os anuários estejam disponibilizados à classe artística e ao público. Os Anuários de Teatro, elaborados pela Fundação Cultural de Curitiba, são uma importante referência das artes cênicas na capital, pois são o registro de tudo o que foi levado aos palcos da cidade, com sinopses, fotografias e ficha técnica completa dos espetáculos.
 
Outro presente para a cidade é o lançamento do livro “Dramaturgias Curitibanas 2011/2012”, que contém seis textos de autores de teatro curitibanos. Eles foram selecionados pelo Edital Oraci Gemba – Fomento em Literatura Dramática (do Fundo Municipal da Cultura). Essa é a quarta edição da publicação que, dessa vez, inclui os textos “23 de Setembro”, de Diego Fortes, “Otto e Maria”, de Enéas Lour, “Encontros Diários”, de Lígia Souza Oliveira, “Medeia”, de Luiz Felipe Leprevost, “Miguel Bakun, Sua Natureza…”, de Luiz Roberto Meira e “O Beijo”, de Silvia Monteiro.

Programação do Circuito de Teatro – Curitiba 320 Anos:

•    Lançamento de livros

Anuário do Teatro Curitibano 2008, 2009, 2010 e 2011 – Versão Digital.
A primeira fase da digitalização da coleção, referente às edições de 2008 a 2011, será disponibilizada no site da Fundação Cultural de Curitiba no dia do aniversário da cidade, 29 de março.

Dramaturgias Curitibanas 2011/2012
Resultado do Edital Oraci Gemba – Fomento em Literatura Dramática a publicação chega a sua quarta edição. Marcam presença seis autores da cena curitibana. Diego Fortes apresenta o hipertexto como meio de expressão. Em fragmentos diversos, conhecemos o 23 de setembro da vida de Maria Elena, que une o Chile e o Brasil contemporâneos. Enéas Lour propõe uma história de amor que une outros dois países: Brasil e a Alemanha nos tempos da 2ª Guerra Mundial, num manifesto contra o preconceito e a intolerância. Ligia Souza Oliveira, em seu “Encontros Diários”, apresenta a relação entre duas crianças que conversam e um rato que espreita num espaço-tempo deslocado, onde o que é e o que não é real não tem a menor importância. Luiz Felipe Leprevost mostra uma Medeia renovada. A condição da mulher em nossos dias é explorada de forma sensível e sem concessões. Luiz Roberto Meira propõe o choque entre o mundo real e a natureza delicada do artista. A vida e a morte de Miguel Bakun servem perfeitamente a este propósito. Por fim, o beijo náutico de Sílvia Monteiro. Sua trama lírica se desenrola numa bucólica Paranaguá do século XIX.

28 de março, às 19h
Teatro Novelas Curitibanas
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1222. – São Francisco
Entrada franca, distribuição gratuita.

•    Leitura dramática

O BEIJO
Confraria Cênica
Texto: Silvia Monteiro
Direção: Luiz Carlos Pazello
Auditório Antônio Carlos Kraide – Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.430)
21 de março, às 14h30
Classificação: juvenil / adulto
Entrada franca

Sinopse: O texto reflete a fragilidade diante da fatalidade. A trama é simples: um jovem mata seu melhor amigo para poder beijar sua amada. A simplicidade faz fundo para a narrativa lírica com intuito de devolver à palavra a tarefa de manipular as imagens da cena. A alternação da narrativa em 3ª pessoa e em 1ª pessoa rompe a linearidade do tempo e toca a sensibilidade do espectador.

•    Espetáculos

A QUEDA
Ator Cômico Produções Artísticas
Texto: Albert Camus
Elenco e adaptação: Mauro Zanatta
Direção e composição cênica: Flávio Stein
Teatro do Paiol – Praca Guido Viaro, s/nº. Prado Velho
8 e 9 de março, às 20h
Classificação: adulto
Entrada franca

Sinopse: João Batista Clemente, um advogado bem sucedido, relata histórias de sua trajetória pessoal. Revê sua vida. Sucesso nos tribunais, requisitado pelas mulheres, ele tem uma visão particular sobre o mundo do crime. Cidadão de “bom coração”, infalível no seu discurso profissional, se vê como o protótipo do super-homem, acima de todos na hierarquia social. Quando menos espera, no entanto, a imagem que tem de si mesmo e da sociedade se estilhaça. Ao retornar para casa, passa por uma ponte quase deserta. Ali, presencia o inesperado… O início de uma longa queda.

EU CASO, TU CASAS, ELES SE SEPARAM

Teatratividade Produções
Roteiro: Ricardo Hofstetter
Direção: Reikrauss Benemond
Teatro Reikrauss – Galeria Pinheiro Lima (Praça Tiradentes, 106. Centro)
10 de março, às 15h
Classificação: adulto
Entrada franca

Sinopse: O espetáculo, uma hilariante comédia escrita pelo consagrado Ricardo Hofstetter, traz situações cômicas sobre a relação homem x mulher, com cenas que relatam com muito bom humor e inteligência a vida de casado. Você vai descobrir que o casamento nem sempre é só risos como muitas vezes as aparências mostram, e que o conviver entre homem e mulher é uma batalha constante. Afinal quem quer casar apela para Santo Antônio e quem não quer, apela para que Santo? Este é um dos questionamentos que a peça vai levar, com muito bom humor ao público.

CRISTIANO – O CÃO LOUCO
Grupo Obragem de Teatro
Texto e direção: Olga Nenevê
Espaço Grupo Obragem de Teatro (Alameda Julia da Costa, 204 – São Francisco)
13 a 29 de março, de quarta a domingo, às 20h
Classificação: adulto
Entrada franca

Sinopse: Cristiano – o Cão Louco apresenta questões como a demarcação de territórios, as inversões no uso do poder e a violência das relações, para refletir o comportamento do homem atual. A encenação combina elementos cinematográficos e de iluminação, para criar um ambiente que transita entre o realismo e a vertigem. A peça apresenta características humanistas e valoriza a profundidade dos sentimentos humanos.

TEMPESTADE INABITADA
MKF Produções Artísticas
Texto e direção: Nina Rosa
Teatro Novelas Curitibanas (R. Presidente Carlos Cavalcanti, 1222. – São Francisco)
Até 24 de março, de quinta a domingo, às 20h
Classificação: adulto
Entrada franca

Sinopse: Como contar uma história que não existe? Existe alguém que escreve uma peça de teatro. Existe alguém que interpreta esta história em primeira pessoa, fazendo o papel da pessoa que escreve em cena. E existe ainda alguém que conta uma história. Nesta história que está sendo contada se baseia a peça que a pessoa que escreve, escreve. E tudo que sabemos é que existe um casal que tenta se encontrar. Como se esta peça fosse uma daquelas bonecas russas, em que existe uma coisa dentro de outra, dentro de outra, dentro de outra… Existem, para além de todas as histórias, perguntas que ecoam sem resposta.

AS ESPERTEZAS DE ARLEQUIM 

Grupo Arte da Comédia
Texto e direção: Roberto Innocente
Auditório Antônio Carlos Kraide – Portão Cultural (Av. República Argentina, 3.430)
9, 10, 16 e 17 de março, às 16h.
Classificação: infanto-juvenil
Entrada franca

Sinopse: As Espertezas de Arlequim conta com três personagens principais: Arlequim, Pantaleão e Ricciolina. Ao longo da peça, os atores interpretam outros três clássicos personagens da Commedia dell’Arte – Doutor, Capitão e Bruxa –, revelando, neste jogo de contínua transformação, a técnica adquirida pelo atores do Grupo Arte da Comédia ao longo dos sete anos de pesquisa sobre essa modalidade de teatro.

QUE HISTÓRIA É ESSA?
Cia. Pé no Palco
Texto: Enéas Lour e Fátima Ortiz
Direção:  Fátima Ortiz
Pé no Palco (R. Conselheiro Dantas, 20 – Rebouças)
28 de março, às 10h e 15h
Classificação: infanto-juvenil
Entrada franca
 
Sinopse: Num reino de faz de conta, um rei, uma rainha e um enigma para ser decifrado por quem deseja conquistar o coração da princesa e tornar-se o novo rei: Como se conta a história de tudo e se abre as janelas do mundo? Uma fábula que fala da arte e da sensibilidade, da importância de abrirmos as janelas do imaginário para contar a história de tudo.

A FÁBULA DO VENTO DO SUL
Núcleo de Teatro Profissional Cena Hum
Texto e direção: Humberto Gomes
Dia 13 de março, às 13h. Rua XV de Novembro, esquina com Monsenhor Celso.
Dia 17 de março, às 11h. Ruínas de São Francisco.
Classificação: infanto-juvenil /adulto
Entrada franca

Sinopse: A Fábula do Vento Sul fala sobre a busca ao amor. Aires, princesa do reino de Aires, é aconselhada por Veridiana, senhora do tempo, a abrir o coração e seguir o Pássado; deixar o vento a levar em uma missão. Ele reafirma o equilíbrio da vida, na qual nada acontece por acaso. Amigos no caminho dão as mãos à Aires, inspirando coragem, esperança e amor a todas as pessoas. A peça transforma o íntimo dos espectadores, transmitindo paz, sabedoria e amor através de metáforas.

REI DO MUNDO
Grupo de Teatro Fora do Sério
Direção Geral: Míriam Fontana
Texto: Lucília Junqueira
Adaptação: Iana Montanha e Míriam Fontana
Circo da Cidade – R. Benedicto Siqueira Branco, em frente ao nº 375. Alto Boqueirão

20 de março, às 10h e 15h
Classificação: infanto-juvenil /adulto
Entrada franca
Sinopse: “Rei do Mundo” é o primeiro livro da escritora Lucília Junqueira. O texto foi adaptado pelo grupo utilizando elementos circenses e musicais para contar a emocionante história de Raimundo, uma criança, filho de colono de fazenda, que tem uma paixão tão grande pelos animais a ponto de querer estudar e tornar-se “médico de bicho”. Um dia, voltando da escola, ele tem um encontro que modifica sua vida: um circo. É deste circo que Raimundo ganha Trapézio, um cavalinho tão frágil, mas que com seus cuidados sobrevive. Raimundo não imaginou o preço que pagaria por este presente. Hoje, um tempo em que o dinheiro é fator tão determinante em todas as decisões, questionar se qualquer bem pode ser colocado à venda é uma discussão muito pertinente.

ENCANTOS DOS CANTOS
Núcleo de Teatro Profissional Cena Hum
Texto e direção: Humberto Gomes
Praça Rui Barbosa
20 de março, às 18h
Classificação: infanto-juvenil /adulto
Entrada franca

Sinopse: Encantos dos Cantos conta a história de Dico, um boneco caixeiro viajante que viaja pelo Brasil em busca de sua identidade perdida, em companhia da sua amiga, a boneca Dirce. No caminho, figuras misteriosas e excêntricas trazem o gosto da cultura brasileira embalados pela trilha sonora que acontece ao vivo durante todo o espetáculo. A linguagem estética proposta pelo figurinista Paulo Vinícius é uma analogia à evolução das escolas de samba, com todo seu luxo, brilho e grandiosidade. As personagens principais, assim como outras que surgem ao longo da história, são interpretadas por atores do núcleo profissional da Cena Hum Academia de Artes Cênicas.

OS MALEFÍCIOS DO TABACO
Confraria Cênica
Texto: Anton Tchekhov
Direção: Silvia Monteiro
Teatro Barracão EnCena (Sala anexa) – R. Treze de Maio, 160 – Centro
Até 17 de março, sábados e domingos, às 19h.
Classificação: juvenil /adulto
Entrada franca

Sinopse: “Os malefícios do fumo” ou “Os males do tabaco” foi escrita por Anton Tchekhov em 1887, recebendo uma segunda versão 1904. É uma pequena obra-prima da literatura mundial e possui as marcas típicas da poética de Tchekhov: a brevidade, a economia de procedimentos, a linguagem irônica, o humor e o aprofundamento psicológico das personagens.