O curta-metragem Pax, do curitibano Paulo Munhoz, recebeu o prêmio de melhor animação brasileira pelo júri popular do Anima Mundi 2006, o 14.º Festival Internacional de Animação, durante a etapa realizada no Rio de Janeiro. O resultado foi anunciado nesta semana. Utilizando bonecos animados por meio da técnica ?stop-motion?, Pax conta a história de quatro religiosos – um padre, um monge budista, um rabino e um xeque – que discutem a violência mundial e tentam achar uma resposta para isso. Cheios de boa vontade – e mais cheios ainda de suas certezas – buscam uma solução.

?Desejo esse prêmio há anos porque o festival é o melhor do País em qualidade técnica e estética, e o terceiro melhor do mundo, perdendo apenas para os festivais da França e do Canadá?, garante Paulo Munhoz. O diretor já participou de quatro edições do Anima Mundi.

No Rio, Pax foi exibido em seis sessões. Em cada uma, as pessoas receberam uma planilha e deram notas, de 0 a 5, para cada curta-metragem apresentado. As notas do Anima Mundi Rio serão somadas às mesmas dadas pelo público do Anima Mundi São Paulo, que acontece até o próximo domingo, no Memorial da América Latina. Na capital paulista, Pax poderá ainda arrematar os prêmios do júri popular e do júri técnico.