Morte na praça traz novamente às prateleiras, pela Editora Record, em edição revista, o magistral trágico-grotesco de Dalton Trevisan. Dalton, um dos maiores contistas do país, proporciona ao leitor dramas amorosos e de morte, espalhados ao longo de 16 contos. A obra exprime o senso de humor e o imprevisto das soluções com que o leitor se depara, mostrando a morte como elemento do mundo diário, sem rituais míticos. Morte na praça resulta no magnífico efeito entre trágico e ridículo que é um desafio impiedoso a todos nós.

A pouca abstração de Trevisan, traduzida na dimensão cotidiana da maioria de suas histórias, dá a sensação de estarmos envolvidos em uma atmosfera narrativa sensorial, quase tátil.

No dia 14 de junho de 1925, nasce Dalton Trevisan, em Curitiba. A mesma cidade em que cresce e ganha a fama de ?vampiro? e que eternizou em tantos contos – e que, justamente por isso, tem com ele um débito eterno. Para se conceber um histórico de Trevisan é preciso a habilidade das cerzideiras, cosendo retalhos aqui e ali, em uma ou outra reportagem, nas antigas e raras entrevistas. Fotos, só de arquivo ou tiradas à sua revelia, um zoom fortuito ou a indiscrição de um flagrante aguardado atrás de um poste. Hermético, há anos não fala com a imprensa. Não por briga. Talvez por excentricidade.

Morte na praça – Dalton Trevisan, Editora Record – 128 páginas. Preço: R$ 28,00