Deborah Secco está animada para a nova transformação. A atriz precisará engordar, colocar megahair para alongar os cabelos, pintá-los de loiro e incorporar uma paraense nata para viver Joelma, da banda Calypso, no cinema. As filmagens de Isso é Calypso – O Filme estão previstas para junho de 2013, com locações no Pará, Pernambuco e Rio, mas a preparação já começou. Deborah tem viajado pelo Brasil para assistir os show da banda e se surpreende com o carisma dos músicos.

“Não sei cantar e danço mal. Era a pessoa mais improvável para o papel, mas eu estou adorando porque vai ser um desafio, já que não domino esse território”, conta Deborah, que disputou o papel com outras duas belas atrizes: Mariana Ximenes e Luana Cavani.

Quietinha, nos bastidores dos shows, como o da semana passada no Rio de Janeiro, a atriz vai observando o jeito de Joelma no palco. Mas mesmo ali, sem muita produção e meio escondida é ela que impressiona.

“Gostei da escolha de Deborah Secco para me interpretar, sou fã dela desde que ela era pequena. Nunca imaginei que uma atriz desse porte contaria a minha história, comecei baixinho”, diz Joelma, visivelmente envaidecida.

Superação

O segundo longa de ficção do diretor Caco Souza (400 Contra 1) é, mais uma vez, inspirado numa história real. E, desta vez, traz uma história contemporânea cujos personagens estão vivos e desfrutam atualmente de um enorme reconhecimento do público. “É prazeroso poder narrar sobre um improvável sucesso e ainda mais saber que Joelma e Chimbinha estão aí batalhando, levando seu público aos shows, fazendo muita gente feliz”, conta o cineasta. “Além disso, o casal retratado [Joelma e Chimbinha, da banda Calypso] gosta muito da perspectiva de ver a história da vida deles, recheada de dificuldade, persistência e superação, nas telas grandes do cinema”, adianta.

A direção musical do longa ficará a cargo do próprio Chimbinha, mas o ator que fará seu pape ainda não foi escolhido.

Enredo

O cineasta contará a história da dupla, nascida e criada no interior do Pará, mais precisamente em Almeirim e Oeiras. Sem apoio, querendo fugir do estigma de “mais uma dupla musical” e sabendo da dificuldade em conseguir estourar comercialmente estando fora da região sudeste, o casal inovou fazendo uma alegre fusão de ritmos. No repertório da Banda Calypso o som é uma mistura de carimbó, merengue e lambada.

O resultado é que hoje, 13 anos de carreira depois, o Calypso já lançou 18 discos, conta com mais de 350 fãs-clubes oficiais em todo o Brasil, vendeu 10 milhões de Cds e detém o posto de “única banda na história da música brasileira a receber o prêmio de DVD de Diamante Quíntuplo”.
O filme está orçado em
R$ 7,5 milhões.