Em um futuro pós-apocalíptico, num mundo devastado por uma guerra nuclear, um homem solitário vaga pelos Estados Unidos devastado pela guerra nuclear, tendo que se armar de mecanismos de defesa e se proteger de ladrões de água e de outros produtos básicos de sobrevivência.

Sim, essa sinopse pode parecer de Eu sou a lenda, com Will Smith, mas é de O livro de Eli, com Denzel Washington, uma das estreou nos cinemas neste fim de semana.

Mesmo com essas semelhanças, O livro de Eli é mais violento e tem mais ação que Eu sou a lenda e a discussão por trás da história é bem distinta, discutindo o poder da palavra e a tentativa do uso da fé como sinônimo de poder e conquista.

Com cores escuras basicamente marrom e cinza – e planos abertos, o filme dos irmãos Albert e Allen Hughes tenta demonstrar a situação devastadora em que os seres humanos se encontram num mundo sem esperança, com grupos de saqueadores e estupradores.

Nesse cenário, falta tudo e objetos simples como botas e luvas são trocados por outros objetos considerados raros, como um shampoo. Isso quando não se mata para conseguir o que se precisa. Falta tudo. Menos armas variadas, como revólveres e metralhadoras – e um vasto arsenal de munições.

Eli, vivido por Denzel Washington, é um andarilho habilidoso com facas e em artes marciais que, após ouvir uma voz em sua mente, decide caminhar sempre rumo ao oeste, para cumprir o que considera que seja uma missão.

Em sua mochila, ele guarda o único exemplar que restou no mundo de um livro (todos os outros foram destruídos durante a guerra), que o personagem Carnegie (interpretado por Gary Oldman) fará de tudo para obter. O livro? Uma Bíblia do Rei James, a primeira tradução inglesa da Bíblia, de 1611.