Vencedor de muitos prêmios nacionais e internacionais, inclusive o de melhor documentário no Festival de Gramado 2004, o longa-metragem O Cárcere e a Rua, da diretora gaúcha Liliana Sulzbach, entra em cartaz em Curitiba amanhã no cinema Novo Batel.

O Cárcere e a Rua acompanhou entre 2001 e 2004, o dia-a-dia de três detentas em situações diferentes, em uma prisão feminina de Porto Alegre. Segundo a diretora do documentário, o filme, além de mostrar como as mulheres vivem dentro das penitenciárias femininas, também tem o objetivo de mostrar como é a adaptação de cada uma delas, como cada mulher lida com as mais diferentes situações e dificuldades. ?O documentário retrata a dificuldade dessas mulheres de se adaptarem não só a cadeia, mas também quando elas conseguem a liberdade?, diz Liliana.

O filme conta a história de Cláudia, a detenta mais antiga e respeitada na Penitenciária Madre Pelletier. Presa há 28 anos, ela era a líder que dava as ordens. A outra é Daniela, que quando entrou na cadeia teve que pedir proteção à Cláudia, pois estava jurada de morte pelas próprias colegas, porque tinha cometido um crime considerado inadmissível: ela havia matado seu filho.

E a terceira é Betânia, que estava presa há dois anos mas que acabou fugindo da cadeia. ?A história foi filmada num amplo espaço de tempo, para que se perceba as mudanças que essas mulheres acabam realizando em suas vidas?. Para Liliana, ?apesar de todas buscarem a liberdade, muitas vezes essa liberdade significa insegurança, medo, dificuldade em assumir a responsabilidade de seus próprios atos e muitas dificuldades em retomar os laços familiares?.