Aníbal Arias, Ernesto Baffa, Oscar Berlingieri, Emilio de la Peña, Carlos García, Juan Carlos Godoy, Carlos Lázzari, José Libertella, Virginia Luque e outros. É a memória do tango resgatada no documentário Café dos maestros, dirigido por Miguel Kohan, que está em exibição em Curitiba.

A obra toca especialmente quem já conhece um pouco dos artistas do tango argentino, hoje com idade entre 70 e 95 anos -pois logo de cara eles aparecem na tela sem serem identificados, com histórias particulares sobre momentos especiais dos músicos que ajudaram a consagrar esse estilo musical.

Ao mesmo tempo em que os grandes mestres do tango reconstroem uma época do passado na Argentina, eles projetam o futuro das expressões culturais daquele país, com valorização da música local.

O início da produção aconteceu quando o músico e compositor Gustavo Santaolalla – ganhador de dois Oscars de melhor trilha sonora (com O segredo de Brokeback Mountain e Babel) e autor da trilha de Diários de motocicleta – decidiu produzir um dos discos mais desafiadores de sua carreira: a gravação e recuperação de temas emblemáticos do tango.

Santaolalla convocou então um grupo de antigos e reconhecidos músicos do gênero, capazes de representar fielmente os diferentes estilos que marcaram época na história da música popular argentina. Ao reconstruir arranjos musicais e gravar materiais inéditos, esta reunião culmina com uma grande apresentação no famoso Teatro Colón.

Daí partiu a necessidade de fazer, também, um registro documental do tango argentino, de onde nasceu Café dos maestros. Junto com Santaolalla, o documentário é produzido por Walter Salles e Lita Stantic.