Ela é curitibana do bairro Uberaba e mora em São Paulo há cinco anos. Jennifer Rocha, do time Ivete Sangalo, mandou muito bem no The Voice Brasil, fazendo os quatro técnicos virarem suas cadeiras em apenas 4 segundos na fase das Audições às Cegas. Mesmo assim, acabou eliminada em sua última participação, no último dia 11 – mas a cantora não julga isso necessariamente como algo ruim. “Não estou mal por ter saído, chorei de muita alegria, porque nunca tinha imaginado chegar numa vitrine como aquela. Agora é pensar no futuro”, disse a cantora, em entrevista à Tribuna do Paraná.

Foto: Lucas Sarzi.
Foto: Lucas Sarzi.

No programa, Jennifer mostrou seu potencial e pouco a pouco foi ganhando respeito do público, a começar pelos curitibanos. À reportagem, ela, que tem 20 anos, contou que, quando mais jovem, não tinha planos de cantar. “Sempre estudei para ser musicista, toco violino, fazia aula de piano, minha ideia era tocar música erudita. As portas foram se abrindo para a voz desde quando fiz um curso de formação em backing vocal. Aí foi tudo acontecendo naturalmente e hoje em dia vivo só de música”.

Há um ano, a jovem cantora se apresenta quase todos os finais de semana com uma banda baile, a banda Época, que faz festas de todos os gêneros como casamentos, aniversários e formaturas. A bagagem que construiu na noite, com a banda baile, trouxe um diferencial à Jennifer. “Acho que o mais importante para um artista é conseguir atingir vários gêneros. Muita gente grande consegue abranger vários estilos e isso é interessante porque você acaba tendo conhecimento e também o público passa a te olhar mais”, avalia.

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Mudança na vida

Desde que entrou no The Voice, obviamente Jennifer viu sua vida mudar um pouco. “Mas eu não acreditava muito no que estava acontecendo não. A ficha só caiu quando passou na TV, aí sim eu fui entender a proporção da coisa, que teve gente até de fora do país assistindo. Foi incrível e realmente mudou muito minha vida”.

Cantora foi eliminada no programa do último dia 11, mas torcida não gostou. Foto: Divulgação/TV Globo
Cantora foi eliminada no programa do último dia 11, mas torcida não gostou. Foto: Divulgação/TV Globo

Jennifer, que nasceu em Curitiba e morou na capital do Paraná até seus 15 anos, veio de uma família de músicos: seu pai era músico e seu avô também. Para ela, a experiência do contato com Ivete Sangalo, sua técnica no programa, foi algo que lhe fez expandir ainda mais os horizontes. “Ela é uma maravilhosa, cuida da gente com muito carinho, atenção. Em minha última performance, mesmo eu não ganhando, Ivete teve um papel primordial, pois chamou a gente e contou histórias que jamais imaginei que ela teria vivido. Fez a gente ver o lado humano mesmo do artista. Saí do camarim e fiquei flutuando porque falei ‘é isso, valeu a pena por esse momento, por estar ali com ela'”, disse a cantora.

Agora, com a saída do programa, Jennifer ainda não conseguiu definir por quem torce pela vitória, mas considera fortes pelo menos três nomes: seu companheiro de time Ivete, Kevin Ndjana, Lais Yasmin e Dri (ambas do time Teló). Aos curitibanos, Jennifer agradeceu não só o carinho, mas também o apoio que recebeu durante o programa e tem recebido agora depois de sua participação também. “Tudo o que eu vivi nesse programa e o apoio que tive do Paraná foi essencial. Hoje em dia não moro em Curitiba porque estou lutando pelos meus sonhos em São Paulo, mas amo a cidade. Continuem comigo, o The Voice foi um capítulo importante na história, mas tem muita coisa para acontecer”.

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Trabalho solo

Foto: Lucas Sarzi.
Foto: Lucas Sarzi.

Enquanto o programa continua, os planos da curitibana é focar na carreira solo. “Já estou planejando meu trabalho autoral, com alguns compositores muito bons. Logo vão sair alguns materiais e também estou preparando meu canal no YouTube, produzindo conteúdos de covers, já que gosto muito de pegar uma música mais conhecida e colocar outra roupagem. Vocês vão ver muita coisa aí pela frente”, disse Jennifer, não descartando ainda a possibilidade de uma parceria com Ivete Sangalo. “Adoraria, fica a dica, Ivete”, brincou.

Por já viver de música, ela sabe que caminho que vai percorrer não é dos mais fáceis. “Mas estou bem confiante, sei que não é fácil viver de música. Se fosse por dinheiro, músico não vivia de música, a gente faz porque ama mesmo. E acredito que é bem isso, porque quando a gente ama o que faz, a gente se empenha mais, a gente se doa, pode virar as madrugadas fazendo e gravando porque sabe que vai dar um resultado bom. Espero no futuro estar com uma carreira consolidada, com trabalhos que eu já tenho, se Deus quiser vai dar tudo certo”, considerou.

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