Um dos principais integrantes do movimento Modernista brasileiro, Victor Brecheret (1894-1955) é responsável por uma das obras mais conhecidas de São Paulo, o Monumento às Bandeiras, instalado em uma praça do Parque Ibirapuera. Mas a carreira dele – desenvolvida na Itália e no Brasil – também foi marcada por temas nacionais e indígenas, a partir do final dos anos 40s. Obras deste período estão em exposição no espaço Caixa Cultural, em Curitiba. A Arte Indígena de Victor Brecheret fica aberta ao público até o dia 11 de maio.

A mostra reúne 23 esculturas (em bronze, mármore, pedra e terracota) e 16 desenhos originais. As obras estão acompanhadas de documentação de época e ampliações fotográficas. Com isso, o público tem um panorama do trabalho de Brecheret nas fases indígenas e marajoara, que reúne obras feitas a partir do interesse do artista pela cultura amazônica e pelas civilizações que habitaram a Ilha de Marajó.

Apesar de ter nascido na Itália, Brecheret passou parte de sua vida no Brasil. Inspirado nos antepassados do povo brasileiro, ele desenvolveu um conceito próprio de arte indígena, relacionado às lendas e aos mitos que faziam parte do cotidiano destes povos. Dentro desta fase, Brecheret ganhou o prêmio de melhor escultor nacional da I Bienal de São Paulo, em 1951, com as obras Luta dos índios Kalápagos e O índio e a suassuapara.

O principal destaque da exposição que está em Curitiba é a obra O beijo, pertencente ao acervo do Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). O restante das obras expostas pertence ao Instituto Victor Brecheret, administrado pela família do artista. ?Com um recorte muito interessante e também por ser uma fase extremamente brasileira, considero esta exposição muito especial?, afirma Roberto Padilla, produtor que trouxe a mostra para Curitiba.

A exposição das fases indígena e marajoara de Brecheret já foi apresentada na Embaixada Brasileira em Tóquio (Japão), no Rio de Janeiro e em Brasília. Outras capitais também devem receber a mostra. Em Curitiba, o público pode visitar a exibição até o dia 11 de maio. A Caixa Cultural fica na Rua Conselheiro Laurindo, 280, no Centro de Curitiba. Os horários são de terça à quinta, das 10h às 19h, e de sexta à domingo, das 10h às 21h. Informações pelo telefone (41) 2118-5114.