Dono de uma carreira respeitada na moda masculina brasileira, o estilista Mário Queiroz fez história nas passarelas nacionais. Sua marca homônima, criada em 1995, teve coleções apresentadas no antigo Phytoervas Fashion, na Casa de Criadores e no São Paulo Fashion Week até 2013. O melhor dessa trajetória pode ser visto em um desfile nesta segunda, 17, no prédio da unidade do Senac Faustolo, na Lapa. Para a apresentação, ele resgata looks de seus 20 anos de carreira, divididos em três temas: corpo, vaidade e poder. Destaque para alfaiataria, para as roupas esportivas e para o trabalho de modelagem dos casacos e jaquetas. “A roupa masculina tem que ser mais criativa. A moda não é apenas para o homem-flamboyant ou para os dândis”, diz Queiroz, que hoje dá aulas em universidades e é doutor em semiótica da moda.

O evento integra uma série de comemorações, iniciada com a abertura da exposição Rupturas, em cartaz no Senac, e com o ciclo de palestras O Homem Brasileiro. Na mostra, o debate dos gêneros masculino e feminino, tema em alta na moda hoje, pode ser observado em elementos como estampas e modelagens ajustadas, e de forma mais literal, em vestidos, saias e túnicas. “As marcas de moda estão se dando conta de que os homens se sentem especiais e querem coisas especiais. No Brasil, estamos em um momento de transição. Acredito no fortalecimento de marcas jovens, que terão distribuição menor e serão capazes de inovar para atender esse novo homem.”