Os estudantes da Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) fizeram na noite de ontem uma manifestação em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), reivindicando mais espaço para as aulas. Para protestar, eles fizeram apresentações e performances com o objetivo de chamar a atenção das autoridades. Segundo estimativas da organização do evento, pelo menos 300 estudantes participariam do protesto. Os alunos, professores e funcionários já realizaram outra manifestação há dois meses.

O vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição, Caio Mocko, conta que os estudantes estão divididos em duas sedes e que elas não oferecem o espaço suficiente para um bom aproveitamento das atividades. Ele dá um exemplo do que acontece atualmente na Embap. “Em uma das sedes, na Rua Ébano Pereira, tem uma sala pequena onde estão vinte pianos. Quase não cabem os alunos”, revela. “Ainda tem gente tocando na sala ao lado e precisamos ficar escutando os outros.”

O tema central da manifestação era “Não vão dar o prédio do MAC, vão dar o quê?”. Mocko explica que os estudantes escolheram esse foco porque no governo passado o espaço do MAC foi cedido para a escola. “Mas depois eles voltaram atrás.” Neste ano, os alunos conversaram com a atual secretária de Estado da Cultura, Vera Mussi, porém não obtiveram resposta até agora. “E nós também ficamos sabendo que o governador Roberto Requião quer que o MAC continue sendo museu”, afirma Mocko.

De acordo com ele, o ideal seria construir um prédio novo para a Embap, já que várias adaptações precisam ser feitas, como a questão da acústica e espaço próprio para ateliês. Mas o vice-presidente do DCE afirma que qualquer espaço já satisfaria os estudantes.