O mercado da música é um dos que mais muda: praticamente todos os dias surgem novos nomes e se manter firme entre os novatos só acontece quando se tem muito trabalho e amor pelo que faz. Talvez assim possamos definir Falamansa, banda de forró que ganhou o Brasil e está completando 20 anos com o lançamento de um DVD para presentear não só o público, mas também seus integrantes que lutam todos os dias para manter sua música viva.

Em entrevista exclusiva à Tribuna do Paraná, o vocalista Tato disse que o DVD é mais do que a compilação dos sucessos do grupo. “Direcionamos o show para contar uma história, que não poderia passar distante dos nossos grandes sucessos, claro, mas fizemos uma reestruturação das músicas, com novos arranjos, que tornam essas músicas quase que novas também”, explicou.

O cantor disse que o novo DVD, chamado Falamansa 20 anos, é uma reunião de tudo o que a banda acha mais legal, do que mais funciona nos shows. “Exploramos bem as nossas músicas, mas sem passar por nomes importantes como Dominguinhos, Alceu Valença, Elba Ramalho”.

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Ao longo destes 20 anos, muita coisa mudou na música e para o Falamansa não foi diferente. “Mas você manter uma essência, uma origem, traz credibilidade ao seu trabalho. A Falamansa, mesmo defendendo um estilo musical, também agregou isso, o fato de a gente não mudar junto com o mercado, sempre acreditamos muito no que fazemos, não só na musicalidade, mas também na temática, que é falar de alegria, amor, superação, tudo o que deu a ideia inicial da banda e que a gente tentou perpetuar”.

Desde o começo, o grupo já rodou o país com suas letras animadas, que levam às pessoas uma mensagem de esperança em meio ao caos. Estarem no mercado até hoje, para Tato, é um sinal não só do quanto foram resilientes, mas também de que a missão do grupo foi entregue, até mesmo no sentido de mostrar o forró ao país como um todo. “Não acho que exista um preconceito com o ritmo em si, não é muito musical, é cultural. As pessoas costumam direcionar o forró para as coisas mais simples, que não poderia ser grande nunca, da elite. Pra gente o trabalho foi mais nessa questão de tirar esse estigma negativo de uma musicalidade tão rica”.

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Lembranças do Paraná

Aos poucos e de forma humilde, o Falamansa conquistou seu espaço que hoje, 20 anos depois, apenas colhe os frutos. No Paraná, as experiências sempre foram muito boas, como avalia Tato. “Sou um cara que gosta muito da veia do rock e sempre liguei o Paraná ao rock, mas todos os shows que fizemos aí eu percebo uma ligação dos fãs de outros estilos com o Falamansa. Isso é muito legal, porque tira o estigma de ser uma banda destinada a quem gosta só de forró. Às vezes, em nosso show, vai um cara que não iria num sertanejo, num funk ou até mesmo num rock, mas gosta do Falamansa. Quando você faz uma sonoridade que tenta agregar todo mundo, que é o nosso caso, mesmo nos lugares que a gente não tem trabalhado frequentemente a gente percebe que a música tem receptividade. Isso acontece em Curitiba e no Estado todo”.

Classificando o grupo, podemos usar até mesmo uma frase que está no DVD que chega às lojas agora: “O Falamansa mistura o carisma e a alegria do forró jovem, sem desprezar as raízes desse ritmo tão brasileiro”. E os meninos (que hoje já não são mais tão meninos), devem voltar a Curitiba logo, logo.

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