O 56o Festival Cinematográfico de Cannes, que acontece entre 14 e 25 de maio próximo, celebrará a figura do diretor italiano Federico Fellini, 10 anos após sua morte, com uma mostra retrospectiva de sua obra cinematográfica.

Nascido na cidade de Rímini em 1920, Fellini foi, além de um dos maiores diretores da história do cinema, também caricaturista, jornalista, roteirista e colaborador dos cineastas Rossellini e Lattuada.

Sua crítica à sociedade contemporânea foi feroz, impiedosa e até mesmo apocalíptica, como ocorre no grande painel humano e social que é “La dolce vita” (“A doce vida”), uma de suas obras-primas.

Neste Festival de Cannes seus filmes, além de serem exibidos em diversas salas oficiais (às quais o público comum dificilmente tem acesso), serão também apresentados gratuitamente a cada noite ao ar livre no cinema situado na praia.

Os temas musicais de seus filmes, incluindo os do argentino Luis Bacalov para “La città delle donne” (“A cidade das mulheres”), serão difundidos por alto-falantes da calçada musical da Croisette, a avenida costeira que durante o festival se transforma no centro das atenções do público.

Seu último compositor fixo, Nicola Piovani, realizará no próximo 20 de maio uma “Lição de música”, a primeira jamais organizada pelo Festival de Cannes.

Contemporaneamente, a homenagem se estenderá a Paris, onde, a partir do próximo 14 de maio, será projetada em duas salas a mostra completa dos 23 filmes dirigidos pelo mestre de “A doce vida” e “Oito e meio”.