Filme Coração de Cowboy estreia nos cinemas do país nesta quinta.
Gabriel Sater é o protagonista do filme. Foto: Divulgação

Que o Brasil é um país sertanejo, isso não é novidade para ninguém. Por isso, não é à toa que o gênero musical seja também inspiração para outras expressões artísticas, como o cinema, como fica evidente no filme Coração de Cowboy, que estreia nesta quinta-feira (27) nos cinemas de todo o país e homenageia a dupla Chitãozinho & Xororó na trilha sonora. A produção conta com nomes como Jackson Antunes, Thaila Ayala e Thaís Pacholek no elenco.

O filme tem como protagonista Gabriel Sater, filho de Almir Sater, um dos principais ícones da música sertaneja no país. No longa, ele interpreta o jovem cantor Lucca, um artista consagrado na música sertaneja, que tem o estilo musical como raiz em sua família, foi criado no interior, e que faz muito sucesso. “Mas chega um momento que ele percebe que não está satisfeito e feliz com o som que vem fazendo ao longo dos anos, vê que está seguindo por um caminho que não está legal para ele, retorna à casa onde nasceu e aí é o grande lance da história”, contou o ator, em entrevista à Tribuna do Paraná.

Elenco ainda conta com nomes como Thaila Ayala e outros famosos. Foto: Divulgação
Elenco ainda conta com nomes como Thaila Ayala e outros famosos. Foto: Divulgação

Ao se ver de volta em sua terra natal, Lucca tem que enfrentar toda uma situação complicada com os fantasmas do passado, os problemas de infância, e revê tudo o que faz o sonho dele de ser famoso. “Ele tinha tudo, em termos de conquista de fama, glamour, dinheiro, milhões fãs, discos lançados, mas isso não era tudo para ele, porque percebeu que não estava feliz”, detalhou. O personagem principal tenta buscar o que de fato o faz feliz, mas esbarra também nas questões familiares. “Um dos temas mais importantes do filme, pois faz a gente olhar para nossa família, sabermos lidar com as diferenças de cada um, o que falta na gente ultimamente”.

A inspiração para o filme, conforme o relato do diretor Gui Pereira, também entrevistado pela Tribuna do Paraná, veio enquanto ele trabalhava ao som da dupla paranaense. “Escrevo escutando música, e num dia estava pensando quando tocou Chitãozinho & Xororó três vezes seguidas, a última delas Fogão de Lenha. Nessa hora, senti que era um sinal, que deveria escrever um filme que tratasse sobre o sertanejo”. Veja a entrevista com o diretor do filme:

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do trio de ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!

Preconceito e prêmios

Segundo o diretor, já no começo da produção do filme ele percebeu que ainda existe um grande preconceito quanto ao estilo musical no país. “Muita gente não quis nem participar quando soube que era um filme sertanejo. O Brasil é um país muito rural e isso é indiscutível, mas existe sim muito preconceito. Acredito que de um grupo pequeno, só que barulhento e que acaba atingindo mais do que deveria atingir”.

Ainda assim, antes mesmo de estrear, Coração de Cowboy já ganhou três prêmios lá fora, nos Estados Unidos. “E isso pra gente é uma resposta muito positiva. Porque o júri não tinha sequer conexão com as músicas de Chitãozinho & Xororó (que pra nós vão criar conexão com a memória afetiva), então se conectou com a história, com os dilemas que o personagem principal passa e tudo mais. Pude perceber que, em termos de contato humano, o filme funciona e é essa a nossa ideia principal”, explicou o diretor.

+Leia mais: Crítica: Filme Um Pequeno Favor faz o público brincar de detetive

Inspiração para o filme veio das músicas de Chitãozinho & Xororó. Foto: Divulgação.
Inspiração para o filme veio das músicas de Chitãozinho & Xororó. Foto: Divulgação.

Mensagem positiva

Inspiração para o filme veio das músicas de Chitãozinho & Xororó. Foto: Divulgação
Foto: Divulgação.

Para o diretor do filme, que vai estar em cartaz nas principais salas de cinema de Curitiba, a ideia é fazer com que as pessoas olhem para si mesmas. “O filme fala muito do seu autoconhecimento, de se reconectar com sua essência. Ajuda a lembrar da nossa família, das amizades, amores”, disse ele. “Mas claro que queremos também que todos saiam cantando Evidências”, brincou o diretor.

Além da conexão e de parar e olhar para si mesmo, Gabriel Sater também acredita que o filme traz uma mensagem importante principalmente nesse momento político que vivemos. “De que precisamos de mais união. Cada vez mais a gente vê como as pessoas odeiam, criticam, ninguém sabe ver o lado humano de cada um. Nós precisamos saber nos unir, sem isso o país não vai andar, o mundo não vai melhorar. Quando você se coloca no lugar do outro, você vai tratar aquela pessoa como você gostaria de ser tratado”. Veja a entrevista com Gabriel Sater:

Netflix anuncia as estreias do mês de outubro