Através dos desenhos dos quadrinhos, eles fazem parte da história de praticamente todos os brasileiros e sempre foram os responsáveis por deixar mensagens positivas de amizade. Agora ganharam vida e a chance de estarem ainda mais dentro do nosso imaginário. É assim que podemos definir o filme que deu vida a Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha, que aparecem de “carne e osso” em Turma da Mônica – Laços, que estreia nesta quinta-feira (27), em todo o país.

Monica Iozzi interpreta a mãe da Mônica. Foto: Divulgação.
Monica Iozzi interpreta a mãe da Mônica. Foto: Divulgação.

No filme, Giulia Barreto e Laura Rauseo, de 9 anos, deram vida a Mônica e a Magali. Já os meninos Kevin Vechiatto, de 11, e Gabriel Moreira, de 9, interpretam os amigos Cebolinha e Cascão. Acompanhados de um elenco de peso, que traz até Rodrigo Santoro e Monica Iozzi, as quatro crianças foram comandadas por Daniel Rezende, o mesmo diretor de Bingo: O rei das Manhãs, que teve a responsabilidade de dar vida aos personagens mais presentes em nossa cultura pop.

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“Sempre procurei projetos diferentes dos anteriores, não tenho interesse em fazer coisas que já fiz e sei como fazer. Apesar disso, Bingo era um filme para adultos, mas humano e que olhava a nossa cultura pop. Essa talvez seja uma semelhança com agora, pois não existe maior ícone da nossa cultura pop do que ‘Turma da Mônica’, que os brasileiros conhecem e amam, passou de geração em geração”, disse o diretor, durante a pré-estreia no Shopping Estação, em Curitiba, para divulgar o filme.

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Turminha foi escolhida entre 7500 crianças. Foto: Divulgação.

O desafio, conforme Daniel Rezende, foi realmente o de dar vida não só aos personagens, mas também ao mundo de Maurício de Sousa. “Um desafio muito grande, mas procuramos respeitar, com muito amor e carinho, o universo criado por ele. O Brasil precisava ver na tela grande estes personagens que a gente ama tanto”.

Como o cinema tem uma linguagem diferente dos quadrinhos, a adaptação foi uma necessidade. “Tínhamos muitos jeitos de se fazer isso, com um filme muito caricato, por exemplo, mas decidimos dar vida a história como se ela existisse de verdade, mantendo o lúdico e colorido dos quadrinhos e todas as características, mas de uma forma mais atemporal”, explicou Daniel.

Entre 7500 crianças, os escolhidos foram Giulia, Laura, Kevin e Gabriel, os responsáveis por levar brilho aos olhos do próprio Maurício de Sousa. “Nossa referência sempre foi o Mauricio, que acompanhou todo o processo e o olho dele era nosso termômetro se estávamos o caminho certo da adaptação. O olho dele brilhou desde o roteiro, a escolha do elenco, até quando viu pronto e se emocionou muito”, comentou o diretor, dizendo que os atores escolhidos conseguiram cumprir com seu objetivo principal, o de “personificar os personagens da Turma da Mônica”.

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Filme tem muita cor e aventura, assim como nos gibis de Maurício de Sousa. Foto: Divulgação.

Turminha de peso!

Para a preparação, os pequenos atores contaram à Tribuna do Paraná que usaram também um pouco do que já sabiam. “A gente já lia os gibis da Turma da Mônica, todos nós, principalmente na escola, porque na fase de aprender a ler nos mostraram os gibis. Mas tivemos a fase de ensaios com preparador de elenco, então ele nos ensinou muito para o filme”, disse Laura, que faz a Magali.

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Personagens são fieis aos quadrinhos, mas não de forma caricata. Foto: Divulgação.

No filme, o jeito peculiar do Cebolinha de falar, trocando o R pelo L, foi mantido. Quando questionado se foi difícil, Kevin foi rápido à resposta. “Foi mais difícil eu e o Biel enfrentarmos as ‘coelhadas’ da Mônica todos os dias. Mas fora isso eu treinava com eles e com os outros amigos”, brincou.

Coincidência ou não, cada um dos quatro atores tem um pouco da personalidade de cada personagem. “Eu sou muito parecida com a Mônica, tenho uma personalidade bem forte, sou um pouquinho brava”, avaliou Giulia. “Não é que eu não goste de tomar banho, é meio chato, irrita, você esta com os amigos e tem que parar para tomar banho?”, brincou Gabriel, o Cascão.

Mesmo muito pequenos, os quatro atores sabem que têm uma responsabilidade grande com o filme, que é falar de amizade. “Amigo a gente até encontra igual à Turma da Mônica, mas é raro. Amizade boa mesmo, não importa se briga se tem problemas, vai ser seu amigo”, disse Kevin. “Amizade verdadeira você conta no dedo e não completa uma mão”, destacou Giulia. “Nós ficamos mais amigos ainda na preparação. Tinha briga? Tinha, mas todas as amizades têm e como somos muito amigos a gente conversava e ficava tudo bem”, completou Kevin.

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A disputa pelo coelho Sansão, de Mônica, é plano de fundo do filme. Foto: Divulgação.

Pode rolar continuação!

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“Pode ter continuação, depende do sucesso”, afirma diretor. Foto: Divulgação.

A história, que por mais simples que seja vem carregada de referências, tem os gibis como um principal plano de fundo, não só a história desenhada e adaptada. “Não ficamos assistindo outros filmes, a nossa referência era sempre voltar aos gibis: liamos, estudávamos, entendíamos. Buscamos muita referência no próprio material do Maurício de Sousa, mas o filme vem com muitos easter-eggs (detalhes ou homenagens colocados pelos diretores ou produtores do filme referenciando outras obras) escondidos, que você talvez só pegue assistindo muitas vezes”, comentou Daniel Rezende.

Segundo o diretor, a ideia é fazer sim uma continuação da vida dos personagens mais famosos dos quadrinhos do país, mas isso depende do sucesso de Turma da Mônica – Laços. “Por isso que a gente pede que os brasileiros saiam de casa e lotem os cinemas para assistir a nossa turminha, a nossa cultura, os maiores ícones da nossa cultura pop, em carne e osso. O filme está emocionante, a gente realmente consegue ver os personagens ali, vivos. Quanto mais sucesso fizer, mais chance a gente tem não só de ter uma continuação, mas também de termos outras produções de histórias de outros personagens Maurício de Sousa, novos filmes podem vir”.

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