Vanessa Gerbelli: ?Quero voltar ao
teatro o mais rápido possível?.

A morte de um personagem é sempre uma frustração para o intérprete – mesmo quando ela é fundamental para a trama. Mas este não é o caso de Vanessa Gerbelli, que faz a Fernanda em “Mulheres Apaixonadas”. A mãe solteira de Salete, feita por Bruna Marquezine, vive uma relação enigmática com Téo, personagem de Tony Ramos. Destinada a morrer no começo da novela, o mistério que a envolve despertou o interesse do público e fez o autor Manoel Carlos dar-lhe uma sobrevida. Agora, o destino de Fernanda parece estar mesmo selado. “A melhor saída para ela é a morte. Quando peguei o papel, sabia que teria um destino trágico”, afirma, em tom conformado.

A revelação do passado de Fernanda – uma ex-prostituta com quem Téo teve o menino Lucas, vivido por Victor Curgula – possibilitou à atriz rodar cenas mais relevantes para a novela. “É uma grande oportunidade de fazer cenas mais importantes, mais intensas”, vibra. Mesmo satisfeita com o bom momento na tevê, Vanessa sente falta de explorar seus outros talentos – ela também canta, dança, escreve e pinta -, principalmente no teatro. Descoberta em 2000 quando fazia a ópera-rock “Cazas de Cazuza”, de Rodrigo Pitta, ela tem se dedicado mais às novelas – antes de “Mulheres Apaixonadas”, a atriz fez “O Cravo e a Rosa” e “Desejos de Mulher”. “O Tom Hanks diz que é no teatro que o ator é, de fato, um ator”, filosofa.

Nome:

Vanessa Gerbelli Ceroni.

Nascimento:

Em 6 de agosto de 1973, em São Bernardo do Campo, São Paulo.

Primeiro trabalho na tevê:

“O Cravo e a Rosa”.

Momento marcante:

“Ter trabalhado com o Walter Avancini, em ?O Cravo e a Rosa?”.

A que gosta de assistir na tevê:

Filmes e o canal por assinatura GNT.

A que nunca assistiria:

“Programas que ridicularizam o ser humano”.

O que falta na tevê:

“Bons documentários e programas musicais”.

O que gostaria que fosse reprisado:

“Grande Sertão Veredas”.

Ator:

Gérard Depardieu.

Atriz:

Glenn Close.

Com quem gostaria de contracenar:

Stênio Garcia.

Uma novela:

“O Cravo e a Rosa”, de Walcyr Carrasco.

Um seriado:

“Friends”.

Livro de cabeceira:

“Estou lendo ?Grande Sertão Veredas?, de Guimarães Rosa”.

Filme:

“Gritos e Sussurros”, de Ingmar Bergman.

Uma mania:

“Faço tudo ouvindo música”.

Um vexame:

“Levei um tombo em ?O Cravo e a Rosa? que foi parar no ?Vídeo Show?”.

Qualidade:

Tranqüilidade.

Defeito:

“Sou muito bagunceira”.

Personalidade:

“Meu tio, Primo Gerbelli, que é filósofo e desenvolve um trabalho social em São Bernardo”.

Projeto pessoal:

“Quero voltar ao teatro o mais rápido possível”.