Que o Festival de Curitiba revela inúmeros talentos do teatro, todos já sabem. No entanto, um espaço paralelo ao evento também vem abrindo as portas para diversos atores. Trata-se do Fringe, uma categoria do Festival de Curitiba aberta para a diversidade. As peças em cartaz não passaram por curadoria ou limitações para estarem no roteiro do evento. O Fringe é um espelho que demonstra a variedade e riqueza da arte cênica atual.

Meire Abe, coordenadora do Fringe dentro do Festival de Curitiba, confirma que pelo festival ser um dos maiores do Brasil, recebe muitos críticos e jornalistas que avaliam os trabalhos apresentados no espaço. “Atualmente, o Fringe tem característica de festival profissional. O nível das companhias está altíssimo. Por conta da quantidade de espetáculos, tivemos que estabelecer uma regra: cada companhia terá uma hora para montar seu cenário, mais uma hora para se apresentar e uma hora para desmontar tudo”, explica. “A preocupação das companhias em mostrar um trabalho de qualidade é explícita dentro do Fringe”, completa.

Para o produtor executivo e ator da Companhia Transitória, Thiago Inácio, o Fringe pode servir tanto para destacar positivamente como negativamente os trabalhos das companhias. “Se a peça for apenas mais uma dentre todas as outras, pode ser prejudicial. Agora, se o espetáculo se destacar, o Fringe atrai a atenção e o olhar tanto do público quando da mídia ao nosso trabalho”, afirma o ator que participa pela primeira vez do Fringe.

A companhia Transitória está, em parceria com as companhias curitibanas Subjétil, N.A.R.K.O.S.E e Teatro de Breque, formando o Coletivo de Pequenos Conteúdos, que estará em cartaz entre os dias 22 e 25 de março no Teatro Universitário de Curitiba (TUC).

Para a atriz da N.A.R.K.O.S.E, Clarissa Oliveira, o Fringe também é uma grande chance de começar a ser reconhecido pelo Brasil. “O Festival de Curitiba tem uma grande amplitude. Pessoas de vários lugares vêm até Curitiba para assistir às peças. Tenho o Fringe como uma oportunidade maravilhosa para começarmos a ser reconhecidos. É realmente uma grande vitrine para o país”, relata a atriz, que também está se apresentando pela primeira vez no Festival de Curitiba.

A Companhia Baiana de Risos é um exemplo de grupo teatral que ganhou destaque internacional por conta da participação no Fringe. “Em 2001 a peça Pretas por ter estava em cartaz no Fringe. A repercussão foi tão grande que o grupo já percorreu o Brasil, América Latina e Europa com a peça. Quando o trabalho é bem feito é reconhecido”, ressalta Abe.

Serviço

As apresentações do Fringe acontecem entre os dias 18 e 29 de março. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria central do festival (Shopping Mueller – Rua Cândido de Abreu, 129, no Centro Cívico). O valor das entradas para as peças do Fringe variam desde entrada franca até R$ 50. Terão direito aos descontos estudantes, pessoas acima de 60 anos, associados ao Sated, clientes dos bancos Itaú e Unibanco e funcionários da Petrobras. Maiores informações sobre a programação do Festival de Curitiba pelo site www.festivaldecuritiba.com.br.