Geek City agitou o público curitibano no último sábado (01) com muita nostalgia e diversão. O evento que reúne as grandes novidades do videogame, filmes, séries e histórias em quadrinhos teve a presença do ator Carlos Villagrán, o Kiko da série “Chaves”; o dublador Guilherme Briggs e os criadores do filme “O Doutrinador”.

Kiko

Simpático e bem-humorado, o ator mexicano Carlos Villagrán contou que o grande sucesso da série “Chaves” se dá por ser de humor leve, sem desrespeito as mulheres, sem usos de palavras obscenas, sem apologia à violência e sexo. Um verdadeiro programa para toda a família.

Ator Carlos Villagrán, o Kiko do Chaves, ganha camiseta do Paraná Clube como presente. Foto: Reprodução/Giovanna Durski
Ator Carlos Villagrán, o Kiko do Chaves, ganha camiseta do Paraná Clube como presente. Foto: Reprodução/Giovanna Durski

O eterno Kiko também explicou que se sente muito satisfeito com o personagem, pois foi importante pela construção de sua carreira e sua formação familiar. “São quase 50 anos caminhando junto com ele”, comentou. O ator nunca imaginou como seria o Kiko adulto, mas poderia ser um Forrest Gump, ironizou. Sobre fazer alguma produção no Brasil, Villágran diz que tudo depende de produtores, do projeto e disponibilidade.

Villagrán foi homenageado com uma caneca com uma ilustração do Kiko e uma camiseta do Paraná Clube.

Guilherme Briggs

O que Mickey, Buzz Lightyear, Superman, Indiana Jones e Grinch tem em comum? Guilherme Briggs. Um dos dubladores mais renomado do Brasil, ele também compareceu à 2ª edição do Geek City. Aplaudido de pé, Briggs contou sobre as curiosidades no universo da dublagem e sobre seu amor a cultura nerd.

O dublador contou que o interesse pela dublagem veio com o pai que era nerd, antes mesmo dessa palavra existir, e amava ver filmes dublados com o pai. Sobre trabalhar na Hebert Richards, Briggs comentou que sua entrada na empresa veio com um convite de Orlando Drummond, conhecido por dar voz ao Scooby-Doo, e nunca pensou que poderia trabalhar lá.

O trabalho mais difícil de Guilherme foi o Grinch, pela exigência de ser mais parecido com o do ator Jim Carrey, Briggs disse que chegou a trabalhar 25 horas na construção da voz. O seu preferido é o Dagget, de “Os Castores Pirados”. “Era uma delícia fazê-lo”, finalizou.

Sobre o mercado de dublagem, Briggs acredita que está crescendo por causa das plataformas de vídeo via streaming e que com isso aumentou a demanda por dublagem.

No seu painel, Guilherme Briggs emocionou o público ao contar de um problema pessoal. Aos 13 anos decidiu morar com o avô mesmo sem o apoio do padrasto, “ele me disse que se eu entrasse no elevador, que nunca voltaria a morar com ele de novo. Foi que eu fiz”. Após o falecimento do avô, Guilherme não pôde voltar pra casa e precisou ser acolhido pela mãe de um amigo. “Eu comecei a ler mais, me interessar mais em livros para tentar esquecer este sofrimento de solidão e perda. Eu procurei me superar na literatura e não nas drogas”, finalizou emocionando a plateia toda.

O Doutrinador

Corrupção e crise política. Esses problemas estão mais presentes do que nunca no dia a dia da população brasileira, especialmente neste período eleitoral. E por que não ter um herói para acabar com esse problema social? Foi o que pensou o cartunista Luciano Cunha.

Em entrevista a Tribuna do Paraná, Luciano contou que o surgimento do super-herói aconteceu em 2008. “Ele não tinha máscara, não tinha capuz e tinha outro nome também”. O criador também revelou que no primeiro momento não teve a intenção nenhuma em divulgar as histórias. Mas foi incentivado pelos amigos e familiares.

Do HQs para o cinema. Cunha explica que vai ter muita ação e que será bem diferente do que as pessoas já viram de outras produções nacionais. “A gente queria unir o universo geek com o cinema brasileiro”, finaliza.

Saindo da ficção, Gabriel Wainer, autor do filme e também da série “O Doutrinador”, não acredita que heróis. “Triste é a terra que precisa de heróis”, finaliza Wainer com frase famosa do dramaturgo alemão Bertolt Brech. Mas explica que o Doutrinador não nasceria em um país como Dinamarca ou Suécia, pois o nível de corrupção não é gritante.

O filme estreia dia 18 de outubro deste ano. Além das telonas, “O Doutrinador” também será adaptado nas telinhas, em formato de série, marcado para estrear em março, pelo canal a cabo, Space.

Cosplay

Concurso de Cosplays. Foto: Caroline Hecke/Seven Entretenimento
Concurso de Cosplays. Foto: Caroline Hecke/Seven Entretenimento

A festa do segundo dia só acabou com o Concurso de Cosplay. Com participante de diversas faixas etárias, a brincadeira teve candidatos parecidíssimo com o personagem interpretado, além de outros super criativos.

Os que pararam o evento, foram a Alerquina, do Esquadrão Suicída, o Freddy Mercury, no clipe “I Want to Break Free”, o “Minion de bexiga” e a Carreta Furacão. Aliás, a turma da Carreta nem queria participar do concurso, mas foi incentivada por alguns dos visitantes da Geek e eles estão na final que acontecerá neste domingo (02).

Confira os finalistas:

Melhor Cosplay:
Letícia Ribeiro de Souza, como Star Guardian Lulu de League of Legends
Julio César, como Warmachine
Mariana Bof Irigonhe, como Harley Queen

Melhor Performance:
Mariana Bof Irigonhe, como Coringa
Manoel Lucas Javorouski, como Gandalf de O Senhor dos Anéis

Escolha do Público:
Eve Ovitz, como Arlequina
Luiza de Carvalho, Freddie Mercury

Neste domingo o público vai poder acompanhar a presença dos criadores do Porta dos Fundos, Choque de Cultura e o pessoal do Castelo Rá-Tim-Bum. Os ingressos ainda estão a vendas no site do Disk Ingresso e os valores custam a partir de R$ 65. Geek City acontece no Expo Renault Barigui, a partir das 14h.