O livro Gravuras do Paraná, que faz uma leitura da produção paranaense dentro desta arte, retratando vida e obra de cinco artistas – Guido Viaro, Poty, Fernando Calderari, Uiara Bartira e Denise Roman -, será lançado hoje em Curitiba, no Solar do Barão, às 19h30, com presença do autor, o crítico José Roberto Teixeira Leite. Uma exposição com 22 obras dos artistas retratados fica em cartaz até o dia 28, no mesmo local, completando o lançamento.

O curador responsável pela escolha dos artistas e pela elaboração dos textos é o crítico de arte José Roberto Teixeira Leite. Historiador e jornalista, José Roberto foi professor da Unicamp (Universidade de Campinas) e diretor do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Tem trinta e oito livros publicados, sendo que alguns deles – obras de referência nas artes visuais – encontram-se esgotados.

Desde Guido Viaro a Poty, passando por Fernando Calderari e Uiara Bartira, e chegando até a geração de Denise Roman, a obra retrata cinco grandes momentos da gravura no Paraná. “A escolha dos artistas é pessoal, mas busca mostrar um panorama da gravura, arte que tem uma grande representatividade no Paraná”, diz o autor. “A cultura no Paraná tem duas curiosas tradições: o simbolismo, na literatura, e a gravura dentro das artes plásticas. Quando o crítico Sergio Milliet andou pelo Paraná, nos anos 40s, ele já ficou pasmo com a qualidade dos gravadores paranaenses. Qualquer explicação para isso é um mero palpite, mas de qualquer modo, é uma característica marcante da arte paranaense. Uma das explicações é a produção de dois grandes nomes, como Guido Viaro e Poty, que influenciou gerações.”

Segundo Teixeira Leite, a gravura tem outra particularidade: o gravador é sempre um missionário, no sentido de passar adiante a gravura. “A gravura tem um lado artesanal muito forte, baseado num grande domínio da técnica. Isto faz com que sejam criadas influências que fazem visualizar a árvore genealógica de determinadas obras”, explica.

Com 80 páginas, entre textos e imagens, o livro monta um panorama da gravura produzida no Paraná, resgatando uma tradição artística muito marcante. Publicado pela D’Lippi Comunicazione, num projeto viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da empresa Peróxidos do Brasil, a obra tem tiragem de três mil exemplares. Uma cota de 500 livros será destinada a todas as bibliotecas públicas do Estado do Paraná (68 em Curitiba e as demais espalhadas pelo estado). Isso garantirá que 353 municípios tenham o livro.

O Solar do Barão fica na Rua Pres. Carlos Cavalcanti, 533 e funciona de 3.ª a 6.ª feira, das 9h às 18h, sábados e domingos, das 12h às 18h.