Viver cercado de mulheres pode parecer um sonho para os homens, mas é um pesadelo para os personagens masculinos da série Last Man Standing, exibida todos os domingos, às 21h, no canal pago Comedy Central. Nela, o protagonista Mike (Tim Allen) tem a rotina de trabalho alterada e começa a passar mais tempo em casa, onde as filhas e a mulher dão palpites em tudo e tentam controlar a vida dele.

Os momentos de respiro ficam por conta de seu chefe, Ed Alzate, vivido por Hector Elizondo, que dá conselhos sobre como encarar a situação. O ator diz que ficar rodeado de mulheres não é uma questão complicada. “Na real, eu me sentiria confortável. Acho que meu pai passou por isso e foi muito bem. Eu não teria nenhum problema em viver cercado por elas”, diverte-se Elizondo, em entrevista à reportagem por e-mail.

O norte-americano afirma ter conhecido figuras como seu personagem ao longo de seus 76 anos. “A vida costumava ser fácil, mas depois ficou desafiadora em muitos momentos. Eu só tinha 19 anos quando tive de criar meu filho sozinho. Para ser um pai solteiro nessa profissão sempre é preciso ouvir conselhos”, filosofa o ator.

Segundo ele, os diálogos da série se parecem com histórias que ele já ouviu. “Ed e Mike são de gerações diferentes, mas o Ed é muita paixão, é uma pessoa que acredita no amor mesmo depois de quatro divórcios. Ele foi para a Guerra do Vietnã e isso mudou a visão que ele tinha do mundo”, opina.

Por aqui, Elizondo costuma ser lembrado por seu papel em Uma Linda Mulher (1990), em que, apesar de não ter ficado nem dez minutos em cena, recebeu uma indicação ao Globo de Ouro. No longa de Gary Marshall, ele ajuda Vivian (Julia Roberts) a mudar o visual. Ele reforça que também teve destaque em outras produções. “Também estive na série Necessary Roughness (recentemente exibida pelo A&E)”, relembra o artista, que atuou em Amor nos Tempos do Cólera e Grey’s Anatomy. Ele revela ter muita vontade de conhecer o Brasil. “É claro. Quem não quer ir ao Brasil? É o país do momento. Gostaria muito de ir porque, ao meu ver, é um dos países mais influentes em termos de mudanças sociais”, analisa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.