Pascoal é multi-instrumentista
e toca com sua esposa.

A Secretaria de Estado da Educação encerrou no domingo o Festival de Arte da Rede Estudantil (Fera), na região central. Apucarana sediou o evento, que desde a última terça-feira “agitou” a cidade com cerca de três mil estudantes e professores da rede estadual, mais os artistas que integram a programação do projeto.

O ponto alto das atividades no encerramento foi a premiação, 130 trabalhos receberam troféus Fera, entregues também para os chefes dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) e aos coordenadores regionais do projeto. O chefe do NRE de Apucarana, Roberto de Oliveira Santos, elogiou o secretário Mauricio Requião por ter concebido o Fera. “Ele foi muito feliz ao idealizar e realizar este projeto, que é muito envolvente e que interagiu com toda a comunidade. O foco principal é o aluno, ator e protagonista das diversas manifestações artística vistas no Lagoão, avalia”. Depois do Fera, (ele faz um prognóstico) as nossas escolas, as aulas de educação artísticas e de artes não serão mais as mesmas”, conclui o professor Roberto.

O som nosso de cada um

Foi o concerto de Hermeto Pascoal e Aline Morena, chamados de padrinhos do Fera, por Alexandra Gil, um dos destaques no encerramento do evento. Eles já fizeram este show na região de Umuarama e o repetiram em Apucarana com o mesmo sucesso. Junto há quase dois anos, o casal reuniu suas aptidões musicais e aproveitou suas diferenças para criar esta revolucionária proposta de show.

Hermeto, que se consagrou no Brasil e exterior por sua sensibilidade musical e facilidade em transformar objetos em instrumentos musicais, mais uma vez surpreendeu com seu trabalho. No show de sua autoria, Hermeto faz direção e execução musicais. Este show conta com a voz, o piano, a viola, a percussão e a dança de Aline Morena e com um palco recheado de instrumentos alternativos como piscina, bacias, saia de alumínio, vestido de copos…

Hermeto intitula o show de Chimarrão com Rapadura (Gaúcha com Alagoano) e faz Música Universal (o forró ao clássico, do mais regional ao mais contemporâneo, do complexo ao simples e vice-versa), interagindo com o público que com eles canta melodias sem letra, letras que nunca ouviram e até a poesia universal criada pelo próprio Hermeto. É um show repleto de surpresas. Um show que se modifica espontaneamente a cada apresentação.