Em comemoração ao mês da mulher, a Secretaria da Cultura apresenta, a partir desta sexta-feira (06), a exposição “Leques – Elegância e Sedução”. A mostra, no hall da Secretaria, na Rua Ébano Pereira, 240, tem a proposta de resgatar a história, os mitos e as curiosidades que envolvem esse prático adorno, tão usado em séculos anteriores e quase esquecido nos dias atuais. Foram reunidos cerca de 50 leques, que datam dos séculos XVIII, XIX e XX, que pertencem ao acervo do Museu Paranaense e a colecionadores particulares. A exposição tem entrada grátis e permanece até 8 de maio.

Uma das organizadoras da exposição, Eliana Moro, explica que a intenção da Secretaria de Cultura é promover o resgate da aura de sedução e mistério que envolvia o acessório. Assim, a razão da escolha do adereço também pretende homenagear as mulheres, relatando sobre como se davam os romances através de códigos e truques e de como “elas flertavam com os amantes e namorados utilizando a linguagem gestual dos leques”.

Combate

Eliana explica que boa parte dos leques vem da parceria com o Museu Paranaense que forneceu 14 peças – a maioria do séc. XVIII – para a mostra “Leques – Elegância e Sedução”. Ela lembra que, curiosamente, os homens usaram o leque primeiro que as mulheres. “Eles o utilizavam tanto em rituais como em forma de poderosa ferramenta de combate. Posteriormente os leques ganharam outra funcionalidade e passaram a ser utilizados pelas mulheres”.

De arma de guerra a acessório. Utilizado por faraós, samurais e damas da sociedade, o leque foi passando por várias atribuições e transformações. Eliana acredita que hoje ele é deixado de lado por conta do surgimento de ventiladores e ar condicionado. “A partir da década de 60, o leque foi cada vez mais deixado em desuso.

Deixando uma época de glamour, quando era objeto obrigatório nos grandes salões e teatros. Hoje, ele é lembrado com mais freqüência em épocas como o carnaval ou servindo de artigo promocional. Essa exposição pretende mostrar ao público um pouco dessa história”, detalha Eliana Moro.

Divulgação