Jerry Lewis é um bom caso no cinema. Foi na França que ele ganhou reconhecimento, sendo alçado ao pedestal dos grandes cômicos do cinema. Nos EUA, era só o palhaço que fazia gracinhas acompanhando o latin lover Dean Martin. Os lançamentos de DVD da Paramount vão permitir agora que se reavalie a importância de Jerry Lewis.

A princípio, a Paramount Home Vídeo pensava numa caixa. Desistiu. Os discos digitais serão colocados à venda isoladamente, a partir de amanhã. Cinco são de filmes dirigidos e interpretados pelo próprio Lewis – O Mensageiro Trapalhão, O Terror das Mulheres, Mocinho Encrenqueiro, O Professor Aloprado, O Otário. São os cinco primeiros que ele dirigiu, entre 1960 e 64. O segundo e o terceiro foram feitos no mesmo ano, 1961. Só o quarto, a obra-prima O Professor Aloprado, exigiu mais preparação – Lewis teve um ano sabático como diretor em 62.

Lewis surgiu no music-hall, que foi a origem de tantos comediantes famosos. O sucesso veio em dupla com Martin, obedecendo a um esquema na verdade bastante simples. Em esquetes para night clubs e, depois, teatros, Martin queria sempre cantar e Lewis fazia até o impossível para impedi-lo. O público achava graça, no fim Martin cantava e conquistava a garota.

As mulheres, justamente. Quase toda a obra de Jerry Lewis pode ser interpretada como uma investigação sobre o matriarcado na sociedade americana. O humor de Lewis é tanto verbal quanto visual e há nele essa vontade de revelar o cenário como coisa de cinema, antecipando o Federico Fellini de E la Nave Va.

Terror

Vincent Price gostava de comentar que ele fez mais de 100 filmes (algo em torno de 110), dos quais apenas uns 20 são de arrepiar, mas foram justamente esses que lhe deram fama e fizeram dele um dos atores mais cultuados da história de Hollywood.

De tanto morrer e ressuscitar nos filmes, sempre houve a suspeita de que Vincent Price poderia ressurgir um dia. Bem – trata-se agora de uma ressurreição em termos. Price está sendo homenageado numa caixa de DVDs da PlayArte que já está nas locadoras e lojas especializadas, contendo três de seus clássicos. Ele ressurgiu, enfim. O Corvo, de Roger Corman; O Abominável Dr. Phibes, de Robert Fuest; e As Sete Máscaras da Morte, de Douglas Hickox, permitem que se celebre o canastrão preferido das noites de terror de todo o mundo.