JK não será tão bonzinho na segunda fase da minissérie homônima da Globo. Não, o mocinho não vai virar vilão da noite para o dia, mas o bom moço ao extremo vivido por Wagner Moura dará espaço a um político, digamos assim, com alguns defeitinhos.

"Se for defeito ser um homem sedutor, manter relações extraconjugais, sim, ele terá falhas de caráter. Mas para mim isso é apenas um pecadilho", defende seu herói a autora Maria Adelaide Amaral. "A ambição política o fez colocar algumas vezes a política acima da amizade, a fazer alianças com quem não devia e a apoiar quem menos devia ainda (por exemplo, Castelo Branco e o golpe de 64). Isso será mostrado na segunda fase."

Já na próxima semana se inicia a segunda fase da minissérie, que apesar de algumas críticas foi muito bem até aqui em audiência. Em suas duas semanas no ar alcançou média de 34 pontos de ibope, com share (total de TVs ligadas no horário) de 53%. Uma das melhores médias de minisséries da Globo nos últimos anos.

Sai o bom filho, bom marido e bom médico Wagner Moura, e entra José Wilker no papel de Juscelino. "O Wilker tem grande carisma e talento para continuar no caminho de sedução aberto por Wagner", fala a autora, que adianta que o mais que malvado coronel Licurgo (Luís Mello) também se despedirá da trama.

"O antagonista da segunda fase será Carlos Lacerda (José de Abreu), que não será um vilão como Licurgo foi. Será um adversário político de JK, o que é muito diferente", fala Maria Adelaide.

Na segunda fase também entram Marília Pêra, no papel de Sarah (Débora Falabella), Letícia Sabatella, Antônio Calloni, Débora Bloch,Mariana Ximenez, Alessandra Negrini e Marília Gabriela, entre outros.