O humorista Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira (5), no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A morte de José Eugênio Soares foi confirmada pela ex-mulher do artista, Flavia Pedras Soares. “Nos deixou cercado de amor e cuidados”, ela disse. A causa da morte não foi informada.

Jô nasceu no Rio de Janeiro em 1938 e era filho único de uma família rica que perdeu a fortuna. Estudou na Suíça e nos Estados Unidos, falava seis línguas e abandonou o plano de ser diplomata para dedicar-se à vida artística. Interpretou dezenas de personagens, criou bordões e apresentou o mais conhecido programa de entrevistas da TV brasileira.

Foi ator de teatro, cinema e televisão, além de dramaturgo, roteirista, diretor e escritor.

O artista entrou na Globo em 1970, como protagonista do programa “Faça Humor, Não Faça Guerra”. Já havia passado pelas TVs Continental, Rio, Tupi, Excelsior e Record. Atuou, por exemplo, no clássico “Família Trapo”.

Estreou seu próprio programa, o “Viva o Gordo”, em 1981. Seis anos depois, saiu da Globo para apresentar seu talk-show, no SBT. De volta à Globo em 2000, comandou por 16 anos o “Programa do Jô”.

Ele casou três vezes, com as atrizes Tereza Austragesilo e Silvia Bandeira e com a designer gráfica Flavia Junqueira. Com Flavia, brincava que vivia uma separação que não deu certo. Os dois ficaram muito amigos. Jô teve um filho, Rafael, morto em 2014 aos 50 anos.

“Aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida”, disse Flavia.