Pelo menos uma pessoa ficou ferida no confronto ocorrido há pouco entre a Polícia Militar e os cerca de cinco mil manifestantes, que participaram na tarde de hoje de uma passeata na Avenida Paulista. O evento combinou as comemorações do Dia Internacional da Mulher e o manifesto contra o presidente norte-americano, George W. Bush, que chega em algumas horas em São Paulo. Uma jovem teve ferimentos nas pernas que, segundo relato de manifestantes, foram causados por uma das bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela PM.

A garota foi carregada no meio da multidão pelo ex-deputado Jamil Murad (PCdoB-SP), que entrou junto com ela em um táxi para levá-la ao hospital. Ainda segundo relato de ativistas, o confronto começou quando alguns manifestantes estenderam uma faixa e ocuparam a outra pista da Avenida Paulista, sentido Paraíso. Até então, a manifestação vinha ocorrendo somente no sentido contrário, o da Consolação.

De acordo com informações do Capitão da Polícia Militar, George Marques, o conflito começou após alguns "punks baderneiros" invadirem a pista da Avenida Paulista no sentido Paraíso e deitarem sobre a faixa de pedestres para impedir a passagem do trânsito. Segundo ele, foram feitos diversos pedidos para que eles se retirassem do local, mas que não foram atendidos

O Capitão disse ainda que, segundo as informações que lhe foram passadas, este grupo atirou pedras e quebrou vidros de alguns carros, o que obrigou os policiais a utilizarem "o treinamento" para controlar o problema. Desde o início do protesto, a Polícia Militar tentou conter a passeata em apenas duas faixas da Paulista, mas não conseguiu segurar os manifestantes e acabou liberando todo o trajeto da pista que segue em direção á Consolação.

Neste momento, os carros de som ainda continuam funcionado e sendo usados pelos líderes da passeata para protesta contra Bush e também para contestar a forma como os policiais trataram da questão. O protesto, entretanto, já está controlado, agora que foi realizado um reforço significativo no número de policiais envolvidos na operação.

Por volta das 16h30, o Capitão Marques afirmava que apenas 110 homens participavam do esquema. Neste momento, a Tropa de Choque inclusive, já está no local.