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Cuschnir prega a mudança.

Hoje é 8 de março, Dia Internacional da Mulher, uma data que foi criada não apenas para comemorar, mas para simbolizar a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres. Um dia para se discutir e valorizar o papel da mulher na sociedade atual. A data foi instituída em homenagem a 129 operárias que morreram queimadas numa ação policial para conter uma manifestação numa fábrica de tecidos. Essas mulheres estavam pedindo a diminuição da jornada de trabalho de 14 para 10 horas por dia e o direito à licença-maternidade. Isso aconteceu em 8 de março de 1857, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Exatos 150 anos depois, o psicoterapeuta Luiz Cuschnir, que há mais de 30 anos estuda de maneira científica a ?alma? da mulher, suas necessidades e fragilidades, lança o livro A mulher e seus segredos – Desvendando o mapa da alma feminina (Editora Larousse) com prefácio da apresentadora Adriane Galisteu.

?A Adriane é um exemplo de mulher que não tem medo, que não esconde seus conflitos e aflições, mas sim que trabalha eles. Quando ela está insatisfeita com a sua vida, ela muda, sem se preocupar com o que os outros vão achar. Eu queria o depoimento de uma mulher assim, que fosse admirada e bem resolvida?, diz o psicoterapeuta, que afirma que para uma mulher ser feliz ela deve estar bem resolvida por dentro, se conhecer, trabalhar seus medos e anseios, para depois resolver seus problemas fora. ?A mulher deve se permitir mudar, quando ela não estiver satisfeita ela deve mudar?, afirma.


Luiz Cuschnir se dedicou 30 anos ao estudo das mulheres.

Mulher moderna

Mas como conciliar carreira (que deve ser bem sucedida), família (tem que ser uma mãe presente) e esposa (também presente e carinhosa, porque senão ?dança?) e ainda assim se manter linda e sem poder ter nenhuma crise depressiva? ?A mulher moderna se cobra muito e também é muito cobrada. Ela tem que ser ótima em tudo que faz. Mas quando ela aceita seus defeitos e aprende com seus erros, ela se torna mais feliz?, afirma Cuschnir. ?As mulheres modernas têm a capacidade de se dedicar a quaisquer atividades, de discriminar uma relação amorosa que não a faz bem, ela sabe o que ela quer, tem bem claro que deve fazer e como fazer, e tem uma amplitude de escolhas profissionais. Então ela deve conhecer bem a sua essência e estar segura de si, sem responder muito à pressão dos homens e principalmente das outras mulheres?, diz.

As mulheres ao longo de todos esses anos passaram por grandes transformações e fizeram grandes mudanças sociais e intelectuais. Elas se tornaram menos preconceituosas com elas mesmas, menos submissas e mais fortes. Elas concorrem a cargos públicos, trocam de profissão aos 35 anos e refazem a vida afetiva aos 40. ?O segredo da mulher moderna, e essa é a proposta do livro, é ela saber desvendar todo o mapa da sua alma?, afirma o Cuschnir. ?Este livro foi feito para as mulheres que buscam o melhor de si e para os homens que valorizam essas mulheres?, diz Adriane Galisteu, que afirma que a dica mais preciosa do livro é justamente a de que, a cada instante, as mulheres têm a oportunidade de ser em outra se não estiverem felizes com o que são. ?Podemos mudar sempre que pudermos ou quisermos?, diz a apresentadora.