Com 27 anos, o que você já conseguiu fazer em sua vida profissional? Os dois destaques da edição deste ano do VillaMix Curitiba além de terem a mesma idade, começaram a carreira em meados dos anos 2000 e consagram números que podem ser até confundidos. Nas plataformas digitais, são milhões de visualizações, mas é nos shows que eles realmente mostram seu potencial não só com a música, mas provocando sorrisos de multidões. Estamos falando de Luan Santana e Alok que, neste sábado (20), levaram todo seu carisma e força à Arena Expotrade, em Pinhais.

Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná.
Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná.

Se parássemos para elencar números, eles certamente ficariam lado a lado e juntos somariam quase 13 milhões de players só no Spotify. Mas o mais interessante é que, ainda com tanto sucesso, não permitem que isso os faça pensar que são invencíveis. “Quando vem o sucesso, você só mostra quem você é. Por isso que eu falo que, quando a pessoa muda, é porque agora ela está tendo oportunidade de mostrar quem ela era antes disso tudo e talvez só quem tenha uma essência boa é que se mantem”, definiu Alok.

O DJ, que é de Goiás e está no mundo artístico desde 2004, hoje é um dos nomes mais ouvidos fora do Brasil. Alok, que recentemente falou abertamente sobre um momento ruim, em que passou por depressão, disse que sente a missão e a responsabilidade de passar algo bom aos fãs. “Não é só música, não é só a mensagem que passo, não é só um show, é a mistura disso tudo. Não adianta você fazer um trabalho bonito, se você foge do que você passa. Você tem que passar uma mensagem realmente verdadeira às pessoas”. Veja a entrevista completa:

12 anos de carreira!

Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná.
Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná.

Vivendo um momento parecido, Luan comemora não só seus quase 12 anos de carreira, mas também o sucesso de seu novo projeto, o Live-Móvel, que lançou sete músicas, gravadas num caminhão-palco que passou por lugares que ninguém imaginava receber a presença dele. “Estou feliz demais, estamos lançando aos poucos os vídeos dessas músicas, que já foram disponibilizadas nas plataformas, e duas delas já passaram dos 30 milhões de acessos, uma é Sofazinho e a outra é Vingança”.

Luan, que sabe bem o que é esperar o momento certo para que as coisas aconteçam, disse que está colhendo os frutos. “Sempre testando novos rumos e me permitindo mais, mas estou muito feliz mesmo, principalmente por ver que as músicas todas já estão na boca da galera. Aí vem a ansiedade de lançarmos os vídeos das outras quatro que ainda faltam”, detalhou o cantor. Veja a entrevista completa:

Esbanjando felicidade

Os dois artistas fizeram os shows mais animados da noite e estavam visivelmente felizes. Vale lembrar que a vinda de Luan entrou aos 45 do segundo tempo, depois que o show da dupla Simone & Simaria foi cancelado por motivos de saúde. “Pra mim, foi especial poder voltar ao Paraná, reencontrar os fãs e fazer mais uma noite incrível. Isso sem contar que o VillaMix é, sem dúvida nenhuma, o maior festival do Brasil”, considerou o cantor. “Eu hoje sou alguém muito melhor do que era há um ou dois anos atrás. Se a gente melhorasse um pouco mais a cada dia, estaríamos 365 vezes melhores e mais felizes ao fim de um ano e é assim que me sinto”, completou Alok.

Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná.
Foto: Lucas Sarzi/Tribuna do Paraná.

Além deles, também passaram pelo palco do VillaMix Curitiba neste ano as duplas Matheus & Kauan, Cleber & Cauan, Jorge & Mateus e o paranaense Jefferson Moraes. Na música eletrônica, o duo JetLag Music também se apresentou logo no começo do evento e agitou o público. À Tribuna do Paraná, os músicos disseram que estavam felizes por retornar ao Paraná e comemoraram a boa fase. “Ainda estamos curtindo o bom momento da nossa versão de La Casa de Papel, que fizemos em parceria com Alok, mas também temos novos projetos e também já temos outra nova música, também com o Alok, que vem no mês que vem, então tem muita coisa boa por aí”, disse Paulo Velloso.

Os DJs também comentaram que a música eletrônica, pouco a pouco, tem ganhado espaço em outros âmbitos que antes era algo mais restrito. “As pessoas às vezes por falta de algum conhecimento anterior acreditavam que era só batida, mas a música eletrônica também está presente numa parte mais comercial. Quando a gente participa de um festival como este, que misturam os estilos, conseguimos quebrar as fronteiras e levamos nosso som a mais gente também”, comentou Thiago Mansur.

Foto: Gabriel Bukalowski/Divulgação.
Foto: Gabriel Bukalowski/Divulgação.

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