Um comentário feito pela jornalista Maju Coutinho, 42, na edição da última terça-feira (16) no Jornal Hoje tem gerado críticas a ela pelas redes sociais. No Jornal hoje desta quinta-feira (18), a jornalista explicou o mal entendido.

Na ocasião, a jornalista comentava uma reportagem sobre o cumprimento do isolamento social para evitar a propagação da Covid-19 e usou o termo “o choro é livre” para rebater aqueles que reclamam da decisão de ficar em casa.

“Os especialistas são unânimes em dizer que essas são medidas indispensáveis agora para conter a circulação do vírus. O choro é livre, não dá para a gente reclamar, é isso que tem”, disse.

Na internet, o nome da apresentadora e xingamentos à emissora se tornaram assuntos dos mais comentados. Muitas pessoas que precisam sair de casa diziam ter se sentido ofendidas.

“Maju Coutinho escancara todo seu desprezo e indiferença com os pais de família mais humildes que nem sequer conseguem colocar comida na mesa de seus filhos com sua frase ‘o choro é livre'”, publicou um seguidor.

“Queria saber se a Maju Coutinho sabe que nem todo mundo sai de casa porque quer. Nem todo mundo vai pra balada quando está na rua depois da meia-noite. Que tem motorista de ônibus, frentista, médico que precisa estar na rua”, postou uma outra.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chamou a apresentadora e jornalista de arrogante. “Do alto de sua arrogância global e de seu alto salário, Maju Coutinho defendeu lockdowns e debochou de quem precisa trabalhar para não passar fome”, escreveu o parlamentar no Twitter.

Em nota, a Globo saiu em defesa de Maju. “Maria Julia Coutinho quis dizer que, por amargas que sejam, as medidas de isolamento social são necessárias”, começou.

Em seguida, pontuou sobre as pessoas que tenham se ofendido. “Sobre a dor daqueles que precisam manter seus negócios fechados, assunto abordado no JH, Maria Júlia Coutinho disse ao final da reportagem: ‘Desejo também agilidade do governo e do Congresso para atender os empresários e também as famílias que estão aguardando auxílio emergencial”, encerrou.

E aí, Maju?

Na edição desta quinta-feira a apresentadora explicou o mal entendido. “Pra reforçar a necessidade de isolamento social eu usei, no improviso, uma expressão infeliz que precisava de um complemento pra deixar bem claro o que eu queria dizer. Disse que ‘o choro é livre’. Quis dizer que, por mais amargas que sejam as medidas do isolamento, elas são necessárias pra evitar o colapso do sistema de saúde. Mas eu também entendo perfeitamente a dor dos pequenos e médios empresários que são obrigados a manter os negócios fechados…disse que desejo também agilidade do governo e do congresso pra atentem os empresário. Reitero esse desejo e bola pra frente “, disse a apresentadora.