Foto: Reprodução/Globo Filmes.
Foto: Reprodução/Globo Filmes.

Valorizar o cinema nacional deveria ser um princípio básico de todo brasileiro. Indiferente de ser bom ou ruim, para saber se um filme é mesmo tudo aquilo que falam, as pessoas deveriam dar apoio aos atores locais assistindo no cinema. Trazendo essa temática de falar de assuntos considerados tabus, a franquia De Pernas Pro Ar chega ao terceiro filme, que estreia nesta quinta-feira (11) em todo o país. A intenção do elenco é que se repita o sucesso dos dois primeiros filmes.

O filme, como já é sabido, continua a contar as peripécias de Alice (Ingrid Guimarães), mulher casada que se reinventa como profissional no mercado de ‘sex toys’. Ela tenta fazer de tudo para continuar seu ramo e, junto disso, dar conta de cuidar de tudo o que quer manter ao seu lado, como sua família. Indiretamente (e em alguns momentos até diretamente), o filme trata de vários assuntos difíceis de serem falados em família, como a sexualidade.

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Neste terceiro filme da franquia nacional, Alice se sente ameaçada pela namorada de seu filho, Leona (Samya Pascotto), que chega com tudo e tenta disputar o mesmo mercado da sogra. Com o decorrer do filme, Alice acaba enxergando que o mercado tem espaço para as duas e reforça esse empoderamento feminino de, também, mostrar que as mulheres devem se unir e se ajudar e não se tornarem rivais.

Lançamento em Curitiba

Nesta quarta-feira (10), a atriz Maria Paula Fidalgo, que interpreta Marcela, a amiga de Alice que divide os momentos bons e ajuda nos ruins, veio a Curitiba para lançar o filme no Shopping Jardim das Américas. À Tribuna do Paraná, a atriz – eternizada por fazer parte do Casseta & Planeta Urgente!, da Globo, disse que seu personagem está ‘um passo a diante’ do que viveu antes nos outros dois filmes. “Ela está mais meditada e ligada a questões importantes do ser humano”, brinca Maria Paula.

Alice vai procurar a amiga para pedir ajuda, mas nem tudo funciona como nos contos de fada. “Na hora que o bicho pega com a Alice, ela dá aquela desestruturada emocional e procura Marcela, que a traz para o eixo e fala o quanto é importante ter um controle emocional. Leva Alice a uma cachoeira e tenta fazer ela meditar, mas óbvio que não dá certo porque ela continua destrambelhada”.

O problema de Alice realmente gira em torno da crise com a nora. “Mas depois de uma conversa, a Alice entra na onda e dá uma guinada no personagem, que sai pedindo perdão para todo mundo, começa a ter uma pegada mais generosa, amorosa e faz com que a relação entre ela e a nora se torne melhor. As duas acabam se entendendo, o que é um milagre, sogra e nora competindo profissionalmente acabam se entendendo”.

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Segundo Maria Paula, além de passar uma mensagem importante sobre as questões sexuais que sempre foram tabus, o filme também dá uma orientada na mulherada. “Tem uma pegada de feminismo moderno, ainda mais nesse caso entre a nora e a sogra. Mostra que ao invés de as mulheres disputarem entre si, elas têm que se sustentar, se apoiar, uma dá a mão para a outra e juntas elas vão mais longe”.

Embora o sucesso, muita gente não viu os outros dois filmes da franquia, ou deixou de assistir pelo menos um deles. Maria Paula explicou que os filmes são atemporais e que, por isso, ninguém se sente perdido. “O prazer feminino é um assunto muito importante de ser dito. A mulher, a emancipação da mulher, a descoberta do próprio corpo. Isso é um tema tão importante, tão relevante, que não importa se você não viu os outros”.

Claro que, caso você não tenha assistido a algum dos outros dois filmes, algumas piadas você vai ficar sem entender. “Mas nada que prejudique. Pode chegar de paraquedas no 3 que vai se divertir do mesmo jeito”, comentou a atriz.

Foto: Reprodução/Globo Filmes.
Foto: Reprodução/Globo Filmes.

Valorizar o que é nosso

A atriz, que desde sempre foi relacionada ao humor e sempre foi vista como uma pessoa desprendida de ‘mimimis’, disse que cada vez mais se faz preciso que as pessoas valorizem o cinema nacional. “Esse negócio de dar valor só para o que é de fora está caído. A gente tem que dar valor para a gente, para a nossa cultura, para os nossos problemas, para as nossas questões existenciais e é muito lindo porque o cinema nacional está cada vez com mais qualidade”.

O primeiro e o segundo filmes foram dirigidos por um homem, Roberto Santucci. Já o terceiro, teve a direção de Júlia Rezende, com quem Ingrid fez Um Namorado para Minha Mulher. Segundo Maria Paula, a diretora do filme mandou bem e só deixou evidente o quanto podemos ter boas filmagens por aqui. “Temos atores incríveis, roteiristas muito bons, diretores. A Júlia, por exemplo, é excelente, super jovem, super talentosa”.

Para Maria Paula, que foi uma das primeiras VJs da MTV brasileira e que por pelo menos 15 anos participou do humorístico Casseta & Planeta Urgente!, quanto mais as pessoas valorizarem o que é nosso, mais bons filmes vão surgir. “Porque é só assim que o mercado se aquece e mais filmes incríveis acontecem. Temos que estar juntos nessa missão de construir a cultura desse país, porque um país sem cultura é um país caído, sem memória, sem força. E o brasileiro tem muita força, a nossa cultura é maravilhosa e a gente tem que reforçar isso, dando muita credibilidade ao cinema nacional porque ele merece”, disse a atriz, completando com um “recomendio e agarantio”, em alusão ao personagem Seu Creysson, do humorístico extinto da Globo.

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Estreia nacional

De Pernas Pro Ar 3 começa a ser exibido nesta quinta-feira, em cinemas de todo o país. A pretensão é de que o longa seja tão bem sucedido quanto o segundo, que foi líder de exibição enquanto ficou em cartaz. As gravações do terceiro filme tiveram como destaque alguns cenários em Paris e também uma participação do galã Cauã Reymond, que entrou como indicação da própria Ingrid Guimarães. Vá assistir, se desprenda de seus tabus e de quebra dê boas risadas!

Cauã hipnotiza Ingrid Guimarães. Foto: Reprodução/Globo Filmes.
Cauã hipnotiza Ingrid Guimarães. Foto: Reprodução/Globo Filmes.

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