O velório de Emilinha Borba atraiu um grande público ao saguão da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no centro da cidade, ontem. A cantora morreu vítima de enfarte na segunda-feira, aos 82 anos de idade, em seu apartamento. O velório começou às 7h e foi até as 17h, quando o corpo foi enterrado no Cemitério do Caju, zona portuária do Rio. O caixão foi coberto com duas bandeiras, uma do Brasil e outra da Marinha.

Além dos fãs, a Marinha também prestou sua homenagem no local. Militares em traje de gala guardaram o caixão da cantora, que em 1949 foi eleita a Favorita da Marinha. Na mesma época a cantora e eterna rival, Marlene, foi a eleita a Favorita da Aeronáutica.

O estado de saúde de Emilinha era frágil. Em fevereiro de 2004 chegou a ser hospitalizada após cair da cama e fraturar o braço direito. Em junho deste ano, esteve internada após cair de uma escada e sofrer traumatismo craniano e hemorragia intra-cerebral. O prefeito do Rio, Cesar Maia, decretou luto de três dias. Emilinha ficou famosa nos anos 50s, quando foi eleita a Rainha do Rádio em 1953 e participou de dezenas de filmes da Atlântida (estúdio carioca que produzia chanchadas entre 1941 e 1983). Nascida na Mangueira, teve seu primeiro disco gravado em 1939. No fim da década de 60, quando começou a deixar a cena musical, problemas nas cordas vocais a levaram à mesa de cirurgia três vezes.