Quem foi criança nos anos 1990 deve se lembrar do Castelo Rá-Tim-Bum, um dos programas de maior sucesso da TV Cultura. Com apenas quatro temporadas, gravadas entre 1994 e 1997, a produção é – até hoje – uma das mais fascinantes da televisão brasileira. E, mesmo após duas décadas da primeira exibição, fãs do programa lotam a exposição realizada pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) em São Paulo.

Mas como nem todo mundo pode ir até a Terra da Garoa, internautas curitibanos criaram uma petição on line para tentar trazer a exposição para a capital paranaense. Com mais de 5 mil assinaturas, a mobilização chegou até a prefeitura que se manifestou na quarta-feira (3), por meio das redes sociais, alegando que não pode arcar com os custos da produção de um evento desse porte.

De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), uma exposição do porte do Castelo Rá-Tim-Bum não estava prevista no orçamento. O custo estimado do evento está em mais de R$ 1 milhão. A saída, segundo a entidade, seria o financiamento com a ajuda de produtores privados. Nesse caso, a administração municipal se comprometeu em ceder o espaço para a exposição.

A Secretaria de Cultura do Paraná afirmou que, até esta quinta-feira (4), ninguém entrou contato a respeito da exposição. Caso o interesse seja demonstrado por produtores, a pasta se comprometeu a estudar as possibilidades de apoio.

Sucesso

O Paraná Online conversou com o MIS, que confirmou o contato da Prefeitura de Curitiba. Para a assessoria de imprensa do museu paulista, o único impedimento para que a exposição desembarque em Curitiba é a captação de verba. Portanto, por enquanto, não existe previsão de a mostra aportar na capital das araucárias. Além de Curitiba, Rio de Janeiro e Recife também manifestaram interesse em abrigar o evento.

Os fãs da série estão criando filas dignas dos maiores espetáculos de rock ‘n’ roll. É preciso chegar à bilheteria às 5h e esperar até às 9h para conseguir comprar ingresso. No total, passam pela exposição 2 mil pessoas diariamente. A retrospectiva ficará no MIS até o dia 16 de novembro.

Reprodução/Facebook

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