A fé, a esperança, o amor, a
paz e Nova York nas páginas.

Quando santas são vistas nas vidraças das janelas residenciais e a lembrança do 11 de setembro de 2001 está tão viva, os corações e mentes voltam-se para a reflexão religiosa. E nas livrarias, uma série de livros em lançamento é apropriada para o momento.

Bendita entre as Mulheres (Nova Era, 378 páginas), livro do psicoterapeuta G. Scott Sparrow, revela que os encontros de pessoas comuns com a Virgem Maria têm sido cada vez mais freqüentes em todas as partes do mundo. Desvinculadas de crenças religiosas, aspectos econômicos ou qualquer outra condição, as aparições surgem para as mais diversas pessoas revelando a face feminina – pacífica e complacente – do poder divino. Em comum entre as aparições está o caráter transformador e curativo da figura de Maria. A experiência do contato direto com a Virgem representa, em todos os relatos, um marco a partir do qual a espiritualidade e a força interior das testemunhas acabam por se tornar parte efetiva de suas vidas.

Em Lições de Amor: Mensagens de Maria (Nova Era, 192 páginas), a norte-americana Annie Kikwood, que diz receber as palavras da mãe de Jesus desde 1986, reporta um grande compromisso da humanidade: amar ao próximo incondicionalmente. É difícil, mas, segundo ela, o aprendizado é possível e ao se saber amar não só se encontra a verdadeira liberdade como o alívio de toda aflição.

São Francisco

Traduzido originalmente do grego, O Pobre de Deus, de Nikos Kazantzákis (Editora Arx, 365 páginas), é um romance da vida de São Francisco. O escritor é o mesmo do polêmico A Última Tentação de Cristo. Coube a Ísis Belchior realizar a primeira tradução brasileira. Kazantzákis (1883-1957) narra a história de Francisco através de seu fiel amigo, irmão Leão, que enaltece sua peregrinação sempre a favor de um ideal.

Budismo

Dalai Lama – Sobre o Budismo e a Paz de Espírito (Nova Era, 320 páginas) é baseado em conferências realizadas em 1981.

O livro utiliza a estrutura das Quatro Verdades Nobres do Budismo e descreve a situação dos seres aprisionados na roda do sofrimento, que é impelida por atos contraproducentes, que são eles próprios fundamentados em uma má compreensão da natureza básica das pessoas e outros fenômenos. Sendo a ignorância a causa-raiz do sofrimento, o Dalai Lama apresenta, em detalhes notáveis, o caminho para sair dessa situação.

A Editora Globo, por sua vez, apresenta edições bem ilustradas sobre religiões. Em Budismo, Roberto Minganti entende ser um caminho espiritual, uma experiência mística na qual o indivíduo se realiza pelo esforço próprio “um percurso caracterizado por um interesse ativo pelos outros, pelo meio ambiente e pela sociedade, aproximando todos os seres vivos e o universo”. Em Judaísmo, de Scialom Bahbout, o leitor encontrará informações essenciais sobre a história, crenças e doutrinas de um povo milenar, cujas origens remontam ao século XVIII antes da era cristã. Para saber mais, sobre este ou qualquer outro assunto, como diria um sábio judaico, “vá e estude”.

Os astros e o terror

Organizada por Stephanie J. Clemente, Astrologia e Terrorismo (Editora Ágora, 222 páginas), traz artigos de vários astrólogos profissionais que interpretam os mapas astrais dos principais momentos do atentado de 11 de setembro e das pessoas envolvidas, e comparam com exemplos históricos de situações similares.

Um dos aspectos enfocados é a observação dos indicadores que poderiam ter sinalizado o ataque. As análises foram escritas em linguagem bastante acessível, evitando jargões técnicos, levando em consideração o interesse de pessoas não iniciadas em astrologia.

Nesses primeiros momentos do século XXI, esta obra pretende agregar informações ao contexto de análises e reflexões para a compreensão das necessidades do nosso planeta e da humanidade.