Margarita Wasserman

morandocondominio020907.jpgO prédio está situado em uma região bem central da cidade. De boa aparência, tem portaria, com porteiro vinte e quatro horas, garagem e salão de festas…

Uma família vinda de São Paulo alugou um apartamento e a mulher se encantou ao perceber que ela poderia se comunicar com a portaria e também com outros moradores, através o interfone. Oba! Oba! Pouco se importando de que o interfone não era só dela e da vizinha de apartamento, as duas passavam horas tagarelando. E a portaria virava um pandemônio, com muita gente reclamando pelo abuso e pela falta de comunicação com a portaria, pois o porteiro se recusava a cortar o papo das duas tagarelas.

Até que o marido de uma delas engrossou com outra moradora. Esta, em represália, ?deu folga? para o porteiro e passou a dar plantão na central dos interfones… Fim de papo!

Uma tarde, uma moradora parada na porta do prédio, à espera de um familiar, foi atirada na calçada por um desses chamados ?cavalo louco? com a intenção de arrancar alguma das jóias que ela usava na ocasião! A luta foi rápida e intensa. O assaltante devido à reação dela, não conseguiu tirar nada e fugiu. O porteiro parado, olhando o desespero da mulher, não fez nada, porque achava que ?eles estavam brincando…?

São muitos apartamentos e muitos moradores e as fofocas correm como fogo-fátuo.

Margarita Wasserman – Escritora e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Paraná.