Um dos maiores nomes dos quadrinhos nacionais, mesmo que ficasse longe dos holofotes, Toninho Mendes morreu nesta quarta-feira, 18, pela manhã, aos 62 anos. Toninho foi importantíssimo para ajudar a criar a base de sustentação necessária para o surgimento de uma geração de quadrinistas como Glauco, Angeli e Laerte.

Em uma postagem no Facebook, a filha dele, Veronica Papoula Mendes, confirmou a morte do pai ao publicar uma imagem dele rodeado pelo restante da família. “Meu herói, meu guia. Nossa foto no último dia do ano passado com suas filhas, sua mãe, sua neta! Vá em paz e o que senhor te acompanhe. Força e fé! Como ele dizia, a vida é um sopro. Caiu e foi. Amigos, assim que souber detalhes da cerimônia, aviso. Eu não consigo escrever mais nada!”

Mendes sofreu um acidente em casa. Não se sabe o que motivou a queda, se houve um mal-estar, mas o editor foi levado ao hospital. Ele morreu no percurso.

Nascido em Itapeva, em São Paulo, Toninho marcou os quadrinhos nacionais quando fundou a Circo Editorial, com a qual lançou a revista Chiclete com Banana, criação dele e do quadrinista Angeli. Com ela, nomes como o próprio Angeli, Glauco e Laerte, começaram a conquistar espaço na cultura popular brasileira.

Em seu Facebook, Laerte lamentou a morte do amigo. “Soube agora da morte do Toninho Mendes, amigo, editor e herói do quadrinho brasileiro.”