A Academia Brasileira de Letras (ABL) confirmou na manhã deste sábado (6) o falecimento do escritor e cronista Carlos Heitor Cony. Ele tinha 91 anos e estava internado no Hospital Samaritano do Rio de Janeiro, onde morreu na noite de sexta-feira (5), por falência múltipla de órgãos. Desde 2001, convivia com um câncer linfático crônico.

Carioca, ocupava a cadeira número 3 da ABL desde 2000. Exercia o jornalismo desde 1952, com participações frequentes em vários veículos do país. Publicou sua última coluna na Folha de S.Paulo em 31 de dezembro de 2017, sobre uma carta de Natal. Foi também comentarista da CBN.

Cony também era muito conhecido pelos muitos livros que escreveu, como O Ventre, seu romance de estreia. Venceu três veze o Prêmio Jabuti, uma delas em 1996, com o romance Quase Memória, um de seus livros mais famosos. No mesmo ano levou o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra. Também diretor da teledramaturgia da Rede Manchete, foi preso durante a ditadura militar e chegou a viver, por um período, em Cuba e na Europa.

Por muitos anos, Carlos Heitor Cony também teve seus textos publicados no Paraná pela Gazeta do Povo.