Miguel Bakun: a natureza do destino é o projeto de uma exposição e um livro que tem como organizadora a artista plástica Eliane Prolik e marca as comemorações dos cem anos de nascimento do artista paranaense Miguel Bakun, (1909-1963).

Com início na próxima terça-feira, na Casa Andrade Muricy, em Curitiba, a exposição contará com 51 obras que o importante pintor paranaense desenvolveu durante os trinta anos de sua produção, de meados dos anos 1930 até 1963.

Serão apresentadas pinturas de paisagens de fundos de quintal e arredores de Curitiba, pinheiros e matas, cafezais, marinhas e ainda dois auto-retratos e uma pequena série de desenhos em nanquin. Alguns desses trabalhos são pouco conhecidos do público.

Além da mostra, que poderá ser visitada até 9 de agosto, será lançado um livro de 112 páginas com mais de 60 obras do artista, quatro ensaios críticos, cronologia, cronologia pós-mortem e referências do trabalho do artista.

Os textos são da artista e organizadora do projeto Eliane Prolik, de Ronaldo Brito, crítico e doutor em história da arte, de Artur Freitas, crítico e historiador da arte, e de Nelson Luz, um dos primeiros críticos paranaenses que, tendo convivido com Bakun, dedicou-lhe um ensaio, em 1976.

Miguel Bakun

Miguel Bakun dedicou-se à pintura e sua obra é reconhecida pela importância no contexto da arte brasileira e, mais especificamente, da arte paranaense. Ela é constituída em grande parte por paisagens. Bakun pintou também naturezas-mortas, alguns retratos, e realizou estudos em desenho.

Nasceu em 1909 em Mallet, no interior do Paraná. Alistou-se na Marinha Brasileira, carreira que seguiu até os 21 anos. Começou a pintar nos anos 1930 em Curitiba, onde viveu e desenvolveu sua produção artística. Na década de 1940, trabalhou em um ateliê coletivo na Praça Tiradentes.

Em 1950, executou pinturas murais na residência do governador Moysés Lupion, atual Castelo do Batel. Em 1955 e 1957, realizou exposições individuais num imóvel cedido na Rua XV de Novembro e na Biblioteca Pública do Paraná. Participou de mostras coletivas e recebeu premiações no Salão Paranaense de Belas Artes e Salão de Belas Artes da Primavera do Clube Concórdia.

Aos 53 anos, em fevereiro de 1963, suicidou-se em consequência de uma forte depressão. Algumas instituições, como a Secretaria de Estado da Cultura e o Museu Oscar Niemeyer, homenagearam o artista com salas que receberam seu nome e sua obra é mostrada em retrospectivas, diversas exposições coletivas e de acervos. Neste ano de 2009, no dia 28 de outubro, completam-se 100 anos do nascimento de Miguel Bakun.

Serviço

Exposição Miguel Bakun: a natureza do destino. De 30 de junho à 9 de agosto, na Casa Andrade Muricy (Alameda Dr. Muricy, 915 -Centro). Entrada gratuita.