No cargo desde o fim de junho, sucedendo o maestro Isaac Karabtchevsky, o compositor João Guilherme Ripper tomou como missão turbinar a programação do Teatro Municipal. A casa vinha apresentando uma média de três óperas e quatro balés por ano; um mês depois de assumir, Ripper anunciou para o período de agosto a dezembro quatro óperas, dois balés e quatro corais sinfônicos.

“O teatro tem que cumprir sua vocação de fazer balé e ópera, entrar numa normalidade de produções. A diretriz não é economizar, é a gestão eficiente”, afirma Ripper, que fez parcerias com a Associação Buenos Aires Lírica, o Palácio das Artes, de Belo Horizonte, e o teatro paulistano São Pedro, e uma outra com a produtora Dell’Arte para viabilizar as óperas, o que garantiu uma redução nos custos de até 40%.

Ele acredita que só “indo até os centavos” nos gastos conseguirá construir uma programação à altura da tradição do Municipal do Rio. “O Metropolitan (de Nova York) espera que uma produção dure 25 anos e volte à cena em três, quatro anos. A partir de 2016 vamos focar nas novas produções.”

A programação começou na semana passada com coro e orquestra apresentando Schubert, Mozart e Bruckner e termina em 30 de dezembro com o balé O Messias.