Nelson Freire começou a tocar aos 3 anos.

Para os amantes da música clássica, um encontro imperdível está marcado para amanhã à noite no Teatro Guaíra. Pela segunda vez, primeira em Curitiba, o pianista Nélson Freire e a Orquestra Sinfônica do Paraná, sob regência do maestro Alessandro Sangiorgi, se encontram em um concerto que coincide com os 61 anos de idade do artista, completados em outubro. Patrocinado pelo BankBoston e por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o concerto terá sua renda revertida para a Fundação Pró-Renal de Curitiba.

A abertura do programa está prevista com o Concerto para piano e orquestra n.º 9, em mi bemol maior, KV 271 – Jeune Homme, de Mozart e se encerra com o Concerto n.º 2 para piano e orquestra, opus 82, de Brahms.

Composta por Mozart em 1777, o Concerto para piano e orquestra n.º 9, em mi bemol maior, KV 271 remonta a beleza e genialidade do autor; na época em que a compôs, Mozart tinha apenas 21 anos. Já a obra de Brahms surge na maturidade do artista, sendo concluída em 1881. Nomeado Solista do Ano 2002 nas Victoires de la Musique, Nélson Freire começou a tocar com três anos de idade, enquanto observava sua irmã ao piano. Um ano depois realizava seu primeiro recital tocando a Sonata K 331 de Mozart.

Recém-completados 20 anos no mês de maio passado, a Orquestra Sinfônica do Paraná é o maior símbolo da música erudita do Estado. Antes do maestro Alessandro Sangiorgi assumir sua regência, nomes como Roberto Duarte e Jamil Maluf já estiveram à sua frente. Entre os regentes convidados já atuaram John Neschling, Roberto Tibiriçá, Helmut Imig, Sergio Magnani, Janos Acs, Massimiliano Carraro, Nelson Ayres e outros. Além da música erudita a orquestra desenvolve trabalhos que incluem obras variadas, abrangendo as tendências musicais mais diversas, incluindo a música popular.

Erudita e genial, a apresentação esperada para amanhã à noite traz um pianista virtuoso que tem no currículo vitórias em concursos internacionais e reconhecimentos como o da revista americana Newsweek, que, em 1980, o apontou como um dos quatro maiores pianistas da atualidade junto ao italiano Maurizio Pollini, o austríaco Alfred Brendel e sua amiga argentina Marta Argerich.

Nem mesmo a timidez de Freire foi barreira para o virtuoso. Sobre o fato ele comentou certa vez: ?o mais importante é saber se ouvir?. Além de um ouvido aguçado, o pianista é tecnicamente perfeito.

No final de 2003 Freire deu recitais no Japão e realizou digressões na Alemanha com a Orquestra do Capitólio de Toulouse. Ano passado se apresentou em recitais históricos no Brasil e Argentina. O encontro entre a Sinfônica do Paraná e Nélson Freire decididamente entra para a lista de virtuosos que fizeram concertos em conjunto, como: Arnaldo Cohen, Antônio Guedes Barbosa, Arthur Moreira Lima, Naná Vasconcelos e outros.

Serviço:
Concerto de Nélson Freire com a Orquestra Sinfônica do Paraná, amanhã, às 20h30, no Teatro Guaíra (Guairão). Ingressos a R$ 50 (platéia), R$ 40 (primeiro balcão); R$ 20 (segundo balcão).