Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias

Camila Rodrigues, a Ciça de Amazônia.

Quando foi chamada para integrar o elenco da minissérie Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, Camila Rodrigues lamentou não estar entre os atores que foram gravar no estado. Para compensar, começou a ler os romances O Seringal, de Miguel Jeronymo Ferrante, e Terra caída, de José Potiguara, e aguardou receber mais informações sobre Ciça, sua personagem. Ao descobrir que encarnaria uma seringueira, sua primeira decisão foi intensificar a malhação com seus dois instrutores de musculação. Tudo para aumentar a força dos braços. ?Não queria ficar enorme, só convencer mais no papel. Essas mulheres desenvolvem os músculos do braço?, conta.

A preocupação com o corpo não se limitou às formas. Camila aproveitou que o marido, Bruno Gagliasso, estava se bronzeando para encarnar o Ivan de Paraíso tropical, e também resolveu deixar a pele mais morena. ?A Ciça trabalha em baixo de sol, não poderia ser clarinha?, argumenta. De cara, o que mais empolgou a atriz na hora de compor a personagem foi sua história de amor com o marido Ramiro, vivido por Caio Blat. Segundo Camila, uma tragédia vai movimentar seu núcleo na minissérie de Glória Perez. Tudo por causa das investidas de Heraldo, um soldado da borracha que não tem onde morar e se hospeda na casa do casal, interpretado por João Miguel. ?O sentimento é tão forte que rola até um crime por causa de ciúme e defesa da honra?, adianta.

Além de uma rápida aparição no especial Dom, esse é o segundo trabalho de Camila na televisão. A jovem, de 23 anos, estreou em 2005 na novela América, também de Glória Perez, na pele da ingênua Mari. A pouca experiência na tevê foi um dos motivos que levaram Camila a estudar tanto para não fazer feio. ?Em América eu gravava em clima urbano. Foi uma mudança brusca, mas estou feliz e, acho, dando conta do recado?, diz a moça, que tem contrato com a Globo até 2009. A preocupação em se adaptar ao cenário rural e histórico não se resumiu apenas à experiência profissional. A jovem se diz carioca ao extremo. Isso, aliás, ajudou muito na hora de encarnar a Mari de ?América?, moradora de Vila Isabel, na Zona Norte carioca.

No início, a previsão era de que a segunda fase tivesse uma semana a mais. Mas o alongamento da primeira diminuiu o ritmo de gravações para os atores que estão participando das posteriores. Mesmo sendo um trabalho rápido, Camila aproveita a experiência de participar de sua primeira minissérie. Para a atriz, a riqueza de detalhes com que a equipe produz os capítulos é a principal diferença. ?Lembra muito o cinema. Até pelo fato de ser mais curto, a gente se preocupa de cara com o sotaque, figurino e outras ferramentas para ambientar a trama?, explica.

Estudante de teatro desde os 15 anos, Camila não está preocupada em retornar aos palcos. A jovem, que se formou em Artes Cênicas na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio de Janeiro, quer dedicar todo o seu tempo agora à tevê e ao cinema. Nas telonas, a única experiência de Camila foi uma participação em O cavaleiro Didi e a princesa Lili, de Renato Aragão. ?Demorei cinco anos para estrear na tevê, ainda não cheguei onde quero?, diz, taxativa.