Aos poucos, a Globo vai divulgando detalhes de Éramos Seis, ainda que a novela substituta de Órfãos da Terra não tenha data de estreia confirmada ainda. A trama, baseada no livro de mesmo nome, lançado por Maria José Dupré em 1942,  não é novidade, pois já foi produzida quatro vezes na TV brasileira – a primeira delas foi em 1958, na Record, mas a mais famosa foi a versão do SBT, exibida em 1994, um grande sucesso da década de 90. Se naquele remake os pais Lola e Júlio foram interpretados por Irene Ravache e Othon Bastos, respectivamente, agora os papéis ficam com Glória Pires e Antonio Calloni.

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Nessa nova versão, a família comandada por Lola e Júlio continua sendo como qualquer outra da classe média paulistana dos anos 1920: um casal com seus quatro filhos, cujo patriarca trabalha bastante para manter as contas em dia, e sua esposa fica em casa com as crianças, sendo responsável pela rotina e educação deles. Júlio trabalha em uma loja de tecidos, é muito correto e dedicado, e tem a ambição, assim como a maior parte dos homens de sua época, de enriquecer para oferecer à sua família uma vida boa e confortável. Lola, por sua vez, acredita que quando se faz sua parte, o resto acontece naturalmente, e que enquanto estiverem unidos na casa que estão comprando com tanto suor terão o suficiente para seguir em frente. Suas ambições se resumem, principalmente, às expectativas que têm para o futuro dos filhos.

Mas nem tudo é o que parece e os Lemos têm alguns desafios a enfrentar. O primeiro conflito de Júlio e Lola é a compra do imóvel. Júlio trabalha muito, não tem tempo para se dedicar aos filhos e quando está em casa, frequentemente, está cansado e sem paciência para lidar com a agitação das crianças. Para ele, todo o esforço e dinheiro que eles colocam nesta compra poderia ser evitado se morassem em um local mais de acordo com seu ordenado.

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Apesar das dificuldades, família sempre se mantém unida. Foto: Divulgação/TV Globo/Raquel Cunha
Apesar das dificuldades, família sempre se mantém unida. Foto: Divulgação/TV Globo/Raquel Cunha

A dificuldade para pagar o banco, contudo, é apenas um dos obstáculos do casal. No início da década de 1920, Júlio começa a apresentar graves problemas de saúde, o que provoca custos inesperados. Carlos (Xande Valois/ Danilo Mesquita) e Alfredo (Pedro Sol/ Nicolas Prattes) vivem em pé de guerra, pois enquanto o primeiro é muito correto, ótimo aluno e traz alegrias para o casal, o outro é arteiro, está sempre se envolvendo em confusões com os vizinhos e vai mal na escola. Carlos, como irmão mais velho, tenta corrigir Alfredo, que se incomoda com sua intromissão e acaba aprontando mais.

Além disso, Júlio tem uma oportunidade concreta de enriquecer com uma proposta de sociedade feita por Assad (Werner Schünemann), proprietário da loja onde trabalha. Mas não consegue enxergar de onde poderia tirar os 50 mil contos de réis que precisa para selar o acordo, o que o deixa ainda mais frustrado. Isabel (Maju Lima/ Giullia Buscacio), embora seja determinada e independente, está habituada aos mimos do pai e acaba não colaborando. E Julinho (Davi de Oliveira/ André Luiz Frambach), mesmo demonstrando habilidade para lidar com finanças desde criança, é muito novo para fazer algo que ajude os pais.

Ainda assim, o afeto entre eles se sobressai e os laços familiares se impõem diante das adversidades. Júlio se esforça para ser um pai mais presente e carinhoso, e Lola busca ser compreensiva com as atitudes tempestuosas do marido, pois enxerga a pressão que ele coloca em si mesmo a fim de oferecer a todos uma vida melhor.

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