A partir de amanhã, os espaços do Museu da Gravura Cidade de Curitiba serão ocupados pelos trabalhos de artistas de várias partes do Brasil. As artistas Beatriz Rauscher, de Minas Gerais, Cylene Dallegravre e Márcia Rosa, do Rio Grande do Sul, e os paranaenses Geraldo Zamproni e Tânia Santos apresentam instalações com o uso de materiais diversos e temas que inspiram reflexão sobre natureza, consciência e relação entre obra de arte e espectador.

A artista paulista Beatriz Rauscher, atualmente vivendo em Uberlândia (MG), apresenta a instalação “Imaterial e Frágil”, composta de uma série de imagens de cortes de árvores, em diapositivos projetados nas paredes. As imagens são de uma série de fotografias de cortes de árvores abatidas na cidade de Porto Alegre em 2001, por terem se tornado ocas e, portanto, muito frágeis.

As gaúchas Cylenne Dallegrave e Márcia Rosa respondem pelo projeto “Câmara Escura”, que originou-se do encontro de dois trabalhos desenvolvidos pelas artistas para a conclusão do curso de Pós-Graduação em Poéticas Visuais da Universidade FeeVale/RS. A proposta exige uma sala com baixa luminosidade e silêncio. O trabalho de Cylene Dallegrave é resultado de uma pesquisa desenvolvida desde 2002 sobre o ato de dormir e ultrapassar o limite da consciência. A instalação é constituída por uma caixa de imagens e projeção de fotografias animadas.

Márcia Rosa apresenta a instalação “Entre Águas” uma caixa de vidro com 12 fotografias, captadas dentro de uma piscina onde crianças foram convidadas a mergulhar. Dentro da caixa existe um trapézio de espelhos.

Imagens

A instalação do paranaense Geraldo Zamproni é formada por oito trabalhos em técnica mista, utilizando fotos e materiais diversos como latas, baldes, embalagens vazias, compensado e PVC.

A também paranaense Tânia Santos mostra a instalação “Inelutável modalidade do visível”, na qual fotografias são colocadas dentro de uma caixa com espelhos. A distorção das imagens provoca um efeito caleidoscópico e propõe a participação do espectador na complementação da obra. “A instalação propõe um novo olhar sobre a fotografia neste mundo saturado de imagens e efeitos visuais. A participação do espectador é vital.

Serviço:

Exposições de Beatriz Rauscher, Márcia Rosa, Cylene Dallegrave, Geraldo Zamproni e Tânia Santos.

Museu da Gravura Cidade de Curitiba Solar do Barão (R. Carlos Cavalcanti, 533).

De 3 de junho ( abertura às 19h) a 4 de julho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 18h.