Iza já esteve em destaque na capa de muitas revistas para falar sobre diversidade, beleza e bem-estar. Dessa vez, a cantora de 29 anos comenta sobre racismo e identidade negra ao estrear na Glamour. Ela conta que sofreu preconceito na adolescência. Na época, era a única estudante negra nas escolas particulares de classe média alta que frequentou.

“Minha mãe me ensinou a não ficar calada. Por isso, nunca me paralisei diante do preconceito, mas sei que hoje a visibilidade me poupa de muitos insultos. As pessoas sabem que tenho uma voz potente e pensam muito antes de fazer qualquer coisa”, afirma.

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Ao dizer que está em um “momento íntimo de libertação”, a cantora, que é jurada do The Voice Brasil desde julho, falou sobre como algumas cobranças dentro do movimento negro podem ser um tipo de “censura”.

Foto: Divulgação/Instagram.

Recentemente, as fotos que ela publica de biquíni foram alvo de questionamento por parte de algumas mulheres. O público perguntou se essa exposição não reforçaria o estereótipo da mulher negra hipersexualizada.

“A preocupação de continuar propagando um estereótipo incômodo como esse é completamente coerente, e eu entendo que venha de um lugar de defesa. Ao mesmo tempo, estou vivendo um momento íntimo de libertação. Até que ponto essa cobrança não é censura? Já passamos da hora de pararmos de dizer o que a mulher negra deve fazer ou não”, disse Iza.