Marcelo Faustini
Marcelo Faustini

O cantor Djavan faz duas
apresentações no Teatro Guaíra,
dias 23 e 24 de novembro.

Depois de três anos longe dos palcos, o cantor Djavan volta em cena para apresentar o décimo oitavo disco da sua carreira (deixando de fora as muitas coletâneas), ?Matizes?. O lançamento oficial aconteceu no Citibank Hall, em São Paulo, em outubro, e agora ele chega à capital paranaense para duas apresentações, no Teatro Guaíra dias 23 e 24 de novembro, em evento organizado pela CWB Brasil.

O novo álbum é o terceiro produzido por seu selo próprio, a Luanda Records. São 12 músicas ? composições autorais e todas inéditas. Vigorosos arranjos misturados com blues, passando por samba, balada, pop, funk e jazz, com letras aparentemente simples, mas que trazem em sua essência o estilo ?djavânico?. ?Pedra? é a música de trabalho e já está nas emissoras de rádio. Além das novas canções, é certeza que o público irá conferir suas marcas registradas ?Oceano? e ?Eu Te Devoro?.

Os ingressos estão à venda na bilheteria do teatro ou pelo Disk Ingressos 41 3315 0808 a R$ 110 platéia, R$ 90 primeiro balcão e R$ 70 segundo balcão. Valores para estudantes, pessoas com mais de 60 anos e para quem tem o cartão do Teatro Guaíra. Mais informações pelo 41 3315 0001.

Djavan – Matizes

Com cenário de Muti Randolph e design de luz de Maneco Quinderé, Djavan Caetano Viana ? um nordestino negro, filho de uma lavadeira, nascido num gueto em Maceió, segundo estado mais pobre do Brasil -, aos 58 anos (impossíveis de serem percebidos) sobe ao palco novamente, desta vez, acompanhado pelos filhos Max Viana (guitarra e voz) e João Viana (bateria), além da super banda formada por Sérgio Carvalho (baixo e voz), Renato Fonseca (teclados e voz), Marcelo Martins (saxofones), François Lima (trombone e voz) e Walmir Gil (trumpete e voz). Seu novo trabalho, concebido sem pressa junto com a gravidez de sua esposa Rafaela, é uma mistura de gêneros e ritmos que refletem o que é Djavan, que veio numa geração em que se ouvia de tudo, uma geração não segmentada. Em ?Matizes?, ele aposta no híbrido e daí o nome do novo álbum que ao pé da letra significa dar diferentes gradações, nuançar. Ritmos diferentes, gêneros diferentes, temas diferentes. ?Matizes? é um apanhado de diversidade, marca registrada do cantor.

Entre as variadas letras de variados temas ? numa delas, ?Delírio dos Mortais? ele canta o Rio de Janeiro. Djavan também registra seu protesto no novo álbum com a música ?Imposto?. Um samba suave, de embalagem bossa ? novista (que ele diz ter elementos de guarãnia), abordando a eterna sina brasileira: um dos países com a carga tributária mais abusiva do mundo, e ?líder negativo? como um dos que menos aplicam corretamente o que arrecadam: ?dinheiro demais! / Imposto a mais, desvio a mais ? E o benefício é um horror / Estradas, hospitais, escolas / Tsunami a céu aberto, / Não está certo. / Pra quem vai tanto dinheiro? / Vai pro homem que recolhe / O imposto / Pois o homem que recolhe / O imposto / É o impostor?.

O novo trabalho, que traz uma capa inspirada em obras do pintor holandês Piet Mondrian, cuja obra é marcada por figuras geométricas, será lançado no exterior em breve. Nos próximos meses, a turnê irá abranger Europa, Japão e Estados Unidos, onde teve oportunidade de se radicar nos anos 80. Em novembro, a Luanda Records editará o Song Book completo de Djavan. Serão três livros de partituras e letras, incluindo as doze faixas de ?Matizes? e até canções das quais nem ele mais lembrava. Segundo Djavan, são músicas que ele gravou apenas com voz e violão para serem mostradas a intérpretes.

Histórico

O violão, aprendeu sozinho, olhando, ouvindo e acompanhando as cifras nas revistinhas de jornaleiro. Aos 18 anos, Djavan formou o conjunto Luz, Som, Dimensão (LSD) e jogava como meio-campo no CSA. Mais adiante, largou o futebol e se dedicou somente à música e descobriu que mais do que cantar, podia compor. Em 1973, foi buscar a sorte no Rio de Janeiro. Antes das composições próprias, começou a conquistar espaço interpretando obras de outros artistas. ?Alegre Menina? (Jorge Amado e Dorival Caymmi) e ?Calmaria e Vendaval? (Toquinho e Vinicius de Moraes) são dessa época. A chance para aparecer como compositor surgiu em 1975 no Festival Abertura, onde faturou o segundo lugar e onde também viu sua carreira ganhar corpo. ?Fato Consumado? virou compacto e abriu as portas para a gravação de seu primeiro LP, em 1976. A partir daí, os álbuns passaram a ser concebidos e viraram sucesso. Um contrato com a EMI-Odeon rendeu para o público três trabalhos, que continham ?Serrado?, ?Álibi?, ?Meu Bem Querer?, ?A Rosa?, ?Seduzir? e ?Faltando Um Pedaço?. Outros renomados artistas passaram a gravar suas composições, entre eles, Caetano Veloso que gravou ?Sina? de onde veio a retribuição do verbo ?caetanear? com ?djavanear?. Em 1981 e 1982 ganhou o prêmio de Melhor Compositor, cedido pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. De repente a venda de seus discos pularam de 40 mil para 350 mil cópias. Em suas tantas passagens pelo cenário musical, está a gravação de um álbum nos Estados Unidos, com participação de Stevei Wonder. ?Acelerou? ganhou o título de Melhor Canção no primeiro Grammy Latino, em 2000.

Serviço:
O que: Show Djavan em Curitiba
Quando: 23 e 24 de novembro, sexta-feira e sábado. Abertura da casa 20h. Início do show 21h30
Onde: Teatro Guaíra
Ponto de venda: Disk Ingressos 3315 0808 ou na Bilheteria do Teatro
Preços de Ingressos: Platéia R$ 110, primeiro balcão R$ 90 e segundo balcão R$ 70. Valores para estudantes, idosos acima de 60 anos e para quem tem cartão Teatro Guaíra.
Informações: 41 3315 0101
Realização: CWB Brasil