Pedro Hussak e Alcione Araújo assinam a primeira tradução no Brasil de Estado de Sítio, de Albert Camus, obra lançada originalmente em 1948, e que retorna às livrarias pela Record num momento em que o medo paira no ar. A história se passa em uma pequena cidade litorânea e assolada pela peste. Para Camus, o medo era o mal do século XX e, por isso, ele o utiliza como fio condutor dessa obra teatral, que, para muitos críticos, é uma alegoria da ocupação, da ditadura e do totalitarismo.

Nesta nova e inédita edição, foram reunidos um prefácio de Pierre-Louis Rey, documentos históricos, entrevistas, uma nota assinada pelo autor sobre a peça e um testemunho de Jean-Louis Barrault, contando a história de sua colaboração com Camus para a composição e encenação de Estado de Sítio, e analisando as razões do seu fracasso. A edição apresenta, ainda, críticas à peça, encenada pela primeira vez em 27 de outubro de 1948, pela Companhia Madeleine Renaud-Jean-Louis Barrault, no Théâtre Marigny, com direção de Simonne Volterra e resposta de Camus à crítica, reunindo assim, tudo que já foi dito sobre a peça.