Camila Morgado é a protagonista
que causa polêmica.

Olga, de Jayme Monjardim, foi escolhido para ser o longa-metragem nacional indicado à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood para concorrer a uma das cinco vagas da 77.ª Cerimônia Anual de Premiação. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo secretário do Audiovisual, Orlando Senna. A comissão de seleção era formada por André Luiz Pompéia Sturm, Carla Camurati, José Geraldo Couto, Luiz Severiano Ribeiro Neto e Paulo Maurício Germany Caldas.

Também concorriam Benjamim, de Monique Gardenberg, Cazuza, o tempo não pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, De passagem, de Ricardo Elias, Garrincha – Estrela Solitária, de Milton Alencar Jr., O outro lado da rua, de Marcos Bernstein, Pelé eterno, de Anibal Massaini Neto e Redentor de Cláudio Torres.

No ano passado, Carandiru, de Hector Babenco, foi o escolhido para representar o Brasil. Mas não foi indicado ao Oscar. O diretor Jaime Monjardim passou a semana passada respondendo aos críticos, que afirmaram que Olga é um programa de televisão, uma espécie de dramalhão, e não um filme. Monjardim, como é normal entre os diretores respondeu, entre outras coisas, que faz filmes para o povo. Além disso, Olga foi assistido por 2 milhões de espectadores no primeiro mês de exibição. Em princípio, Olga, que discute e encara um tema mais universal, em várias partes da trama – comunismo, judeus sofrendo com nazismo, ditaduras e poder -, pode contar com mais chances junto à maioria dos velhinhos (muitos judeus) que votam na Academia.

O problema para os produtores do filme será o mesmo de sempre: convencer os eleitores, em torno de 1.200, a assistir o filme inteiro e suporter as legendas durante mais de duas horas, coisa que americano abomina.